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"O mês que nos mostrou que há uma luz (ainda que lá ao fundo)"

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Al caer la noche nos llega carta del director adjunto del legendario semanario "Expresso". Veamos qué nos dice, informativamente hablando, David Dinis.


João Vieira Pereira

David Dinis

Diretor-adjunto do Expresso

O mês que nos mostrou que há uma luz 

(ainda que lá ao fundo)

02 DEZEMBRO 2020 


Viva!

Chegamos a dezembro com esta sensação estranha. Sabemos que ainda temos um país em vários tons de vermelho, respiramos fundo com as medidas, às vezes confusas, que temos de cumprir, antevemos um Natal bem diferente de todos os outros - com o Pai Natal em “teletrabalho” e uma ceia em que até o bolo-rei e os perus encolheram.

Sabemos tudo isto, que lhe temos contado por aqui no Expresso, mas sabemos também que este é o Natal que perdemos para ganhar o próximo. Mas sobretudo já o sabemos na certeza de que as vacinas estão aí à porta, para nos devolverem os sorrisos perdidos.

É verdade, não sabemos ainda quando voltaremos a ter alguma normalidade, porque há várias dúvidas mais por esclarecer, e até já percebemos que o caminho até lá será difícil e, por vezes, polémico. Ainda esta semana lhe contámos que a DGS pensou colocar os idosos como última prioridade na vacinação, o que nem Governo nem Presidente aceitaram. Mas como também lhe contámos, o plano final será conhecido na sexta-feira (embora um conhecido comentador já tenha dado uma ideia de como tudo vai ser, se não mudar outra vez).

Aqui, no Expresso, também olhamos para o copo meio cheio: por isso lhe contámos que, lá por forajá há países que planeiam a entrega; mostrámos ainda como as farmacêuticas já preparam as Vacinas em gelo seco e controlo por GPS, para ser mais segura a distribuição. E até explicámos como esta pode ser uma vacina para António Costa superar tensões, agora que aprovou um orçamento à justa e com uma maioria à beira do pântano. Já que lhe falo nisso, registe do Orçamento para 2021 as medidas que vão mexer com o seu bolso - pode bem ser-lhe útil, porque o arranque do ano ainda vai exigir um certo respirar fundo.

Falando nisso, foi em novembro também que soubemos como PSD e CDS colocaram Ventura no arco do poder, uma solução que chegou pelos Açores, mas que foi negociado em Lisboa, com um aval de Marcelo. Contámos-lhe como, por lá, nos Açores, “quem votou no PSD, não votou nos outros”, aprofundando depois o enigma que deixa meio país político perplexo: porque é que as contradições não penalizam os populistas? 

Mas será que não penalizam mesmo? Em novembro, na América, Donald Trump foi formalmente forçado a iniciar uma transição de poder a que tanto resistiu, mesmo tendo perdido claramente. É certo, há quem acredite ainda que Trump pode ter um autoperdão como presente de despedida, mas agora é mesmo em Joe Biden que o mundo tem os olhos postos. Mesmo sabendo que a estrada depois da vitória é uma via estreita para um político à moda antiga, mesmo sabendo que Biden tem, pelo menos, nove obstáculos para normalizar a América.

Mesmo sabendo disso, novembro foi um mês de esperança, mesmo que agridoce. Foi o mês certo para lhe trazer esta entrevista a Barack Obama de olhos postos no futuro. Foi o tempo certo para lhe entregarmos uma conversa inédita com o filho de Francisco Sá Carneiro, onde ele nos contou como se “sofre em privado”, ou porque prefere acreditar que o seu pai morreu há 40 anos num acidente, e não num atentado. E também foi pela esperança que lhe mostramos a descoberta portuguesa que promete revolucionar a energia solar.

É disso que precisamos, de esperança, de um ano solar. Daí que me despeça de si, hoje, dizendo isto pela primeira vez: que respire fundo, porque 2020 está a acabar; que entre no ano novo com redobrada força; que siga por 2021 na nossa companhia. Que o próximo ano lhe traga tudo o que neste ano foi um bem escasso: boas notícias.

No fim de tudo isto, recomendo também que aproveite a nossa campanha de Cyber Weekque termina já este domingo. Aproveite e fique connosco durante 3 meses por apenas 6€                                     

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