Un penalty injustamente señalado derrota al Braga y hace dimitir a su entrenador. El presidente se indigna

Un penalty injustamente señalado al Braga, anoche en Vila do Conde, tiene doble consecuencia. De un lado el SCB perdió tres puntos ante un directo rival (el penalty señalado a Rolando supuso que el Río Ave pasase de 3-3 a 4-3 cuando ya no contaba con ello y el partido estaba a punto de finalizar); de otro lado, ese mismo penalty injustamente señalado, no hay duda, ha supuesto la dimisión inmediata del entrenador del Braga, que consciente de la situación del club y de lo mucho que está jugándose en esta Liga, presentó esta madrugada la dimisión, de modo irrevocable, para -al menos en la parte que pudiere corresponderle- no ser el la causa del rendimiento irregular que el Sporting de Braga está protagonizando en esta fase de "retoma" del campeonato português.

Custodio, que en su etapa de jugador se distinguió por una entrega sin límites en defensa de los colores del SCB, ahora como entrenador acaba de demostrar que un hombre vale lo que vale su palabra. Y así ha cumplido lo que dijo cuando se hizo cargo del primer equipo arsenalista : "nunca serán mis intereses personales algo que esté ni un solo minuto por encima de los intereses general del Sporting de Braga, que siempre estarán por encima de todo". Y ha sido así cómo tras la derrota de Vila do Conde, no se aferró al contrato que tenía en vigor, ni siquiera puso su cargo a disposición, al estilo Lage, para luego negociar una indemnización. Como el propio club ha reconocido en una nota, Custodio dimitió de modo irrevocable, sin más, sin pensar en el dinero, sin pensar en el contrato, pensando en el Sporting Clube de Braga. Poco cabe decir, después de eso, sino es encendido elogio a la personalidad de este hombre digno de todo respeto.

Sería de todo punto deseable que el Sporting de Braga ofreciese a Custodio la posibilidad de continuar en su estructura técnica, dirigiendo en la Ciudad Deportiva tareas importantes, al tiempo
que facilitándole los cursos necesarios para complementar su titulación final como entrenador de élite. La responsabilidad de la que ahora cesa, le llegó -tal vez- demasiado pronto a Custodio. Y el Braga debe valorar lo que ha sido este fallido proceso de los últimos meses. Si Custodio era un hombre de la casa, viendo además su actitud de hace unas horas, debería continuar siendo un hombre importante en la estructura técnico-interna del Sporting de Braga. Sería justo darle tiempo, apoyo y quien sabe si un día una segunda oportunidad mucho más consistente. Mientras, con años por delante -Custodio es joven- bien podría desarrollar tareas en el Braga para las que tiene tanta capacidad sino más que nadie : está claro que ama al club profundamente. Y es todo un ejemplo al respecto.


Carta abierta del Presidente del Sporting de Braga
Firme protesta ante la concatenación de injustificables errores arbitrales
Quando o SC Braga impôs aos seus dirigentes, treinadores e jogadores um pacto de silêncio sobre a arbitragem, estendendo convite aos demais Clubes e entidades nacionais, fê-lo por considerar importante que se esclarecesse se a ausência de ruído em torno do sector resultaria em melhores arbitragens e, por consequência, em resultados mais justos e em classificações mais condizentes com o valor desportivo demonstrado pelas equipas.

A teoria de que o erro é potenciado pelo alvoroço que se cria em torno dos árbitros seria facilmente analisável ao longo destas jornadas e ainda mais no tempo que vivemos, sem qualquer pressão adicional das bancadas e com ferramentas tecnológicas que tornam as falhas inaceitáveis. Ou seja, se num contexto quase laboratorial os erros persistem, então a conclusão a retirar só pode ser uma: o quadro de árbitros é fraco e o Conselho de Arbitragem é conivente com esta falência, permitindo que de forma reiterada se adulterem resultados e classificações.

Constatando aquilo que aconteceu ao longo das últimas jornadas, a conclusão do SC Braga é clara e objetiva: o sector da arbitragem vive uma crise de competência profunda e é dever do Clube denunciar a persistência do erro e exigir mudanças imediatas, não sendo entendível que numa fase de renovação dos seus órgãos a Federação Portuguesa de Futebol mantenha intacta uma gestão que se tem revelado um fracasso a todos os níveis, reforçando a aposta em Fontelas Gomes e na sua equipa. Com sentido de responsabilidade e de contributo para a estabilidade do sector, o SC Braga sempre teve uma postura de apoio para com o Conselho de Arbitragem, mas perante o atual contexto e o absoluto descrédito deste órgão e da sua presidência, resta anunciar a retirada de confiança a José Fontelas Gomes.

Importa sublinhar que a nossa equipa viu serem-lhe assinalados quatro penáltis contra nas últimas cinco jornadas, começando com um castigo máximo – e consequente expulsão de Raul Silva – na deslocação ao terreno do CD Santa Clara que não é justificável em qualquer imagem e que o VAR não ajudou Artur Soares Dias a reverter, também não alertando para uma falta anterior sobre Paulinho. É importante recordar que no momento desse lance, aos 63’, o SC Braga vencia por 2-1.

O prejuízo que resultou desse encontro reforçou o estatuto de equipa mais prejudicada da Liga NOS, mas a partida com o Rio Ave FC significou novo atentado às leis do jogo e à evolução do sistema de auxílio às arbitragens, fazendo lembrar escândalos passados, alguns até no mesmo estádio, sendo de bradar a não expulsão de Santos aos 60’ (inclusive após Nuno Almeida ser alertado pelo VAR) mas também o penálti e a expulsão de Rolando, já em descontos, por intervenção faltosa que não se descortina, sendo claro pelas imagens e referido pela narração da SportTV que o corte do jogador do SC Braga é feito com o ombro.

O erro é parte integrante do futebol e da vida, mas o erro persistente e reiterado tem outro nome e não há que ter receio de o apontar: chama-se incompetência. Permitir a incompetência é um atestado de incapacidade que tem de ser claramente imputado a este Conselho de Arbitragem, que é conivente com um prejuízo de 9 pontos à equipa do SC Braga ao longo deste campeonato, conforme é reconhecido por todos os analistas e por toda a Comunicação Social, que também deteta um benefício de 5 pontos para o competidor direto, o Sporting CP.
A questão, porém, é mais profunda: é que o SC Braga não é apenas a equipa mais prejudicada na época 2019/20, já o foi na temporada transacta, contribuindo inclusive para a descida de divisão da sua equipa B, conforme reconheceu o próprio Conselho de Arbitragem, que não deixará de notar a coincidência de o Clube mais beneficiado ser, mais uma vez, aquele que compete diretamente com o SC Braga por um lugar na tabela.

Os erros não têm consequências para os árbitros nem para quem os lidera, mas têm consequências para as equipas, para os dirigentes, para os treinadores, para os jogadores e para os sócios e adeptos. A frustração sentida pelo Clube e pelos seus responsáveis contribui para um clima de grande adversidade e favoreceu, não tenhamos dúvida, a decisão comunicada por Custódio Castro de deixar o comando técnico da equipa do SC Braga. Esta posição inamovível do nosso treinador coloca um desafio acrescido ao Clube para a fase final da temporada, mas é reflexo de um ambiente de contrariedade que em grande parte é provocado por erros externos que não são admissíveis nem desculpáveis.

O ataque ao SC Braga é um ataque aos seus sócios e adeptos e, por isso, é um ataque que a Direção não deixará de denunciar e de combater sempre que se verifique prejuízo da equipa, por um futebol mais justo e que valorize o esforço e o trabalho dos grandes treinadores, jogadores e profissionais que defendem este Clube.

O Presidente do SC Braga,
António Salvador

Custodio Castro y Antonio Salvador