"A (ir)responsabilidade de pagar", o la alegre vida del rico venido a menos SCP

La crisis del coronavirus nos hace olvidar mucho de la problemática del mundo del deporte, especialmente del fútbol, donde -sin embargo- se producen importantes novedades dignas de interés.
Así, por ejemplo, se ha sabido que el otrora poderoso Sporting de Lisboa (un rico venido a menos) ha incumplido ya el primer plazo del pago de los diez millones mas IVA que debe satisfacer al Sporting Clube de Braga, por haberle arrebatado a este club su entrenador hasta hace poco, Ruben Amorin. 
El Sporting lisboeta pretende justificarse aduciendo que en la actual situación que Portugal y el Mundo viven con el coronavirus encima no es como para ponerse así... refiriéndose a la reclamación ya formulada por el Sporting de Braga, que reclama, como es justo, su dinero... con el que -así- también podrá hacer frente a sus propios compromisos, sin ir más lejos : pagar salarios a sus jugadores, empleados, técnicos... etc. etc.
Con la disculpa del coronavirus, el Sporting de Lisboa pretende justificarse en su incumplimiento de pago (ya sabemos que se dice "de Portugal" y no "de Lisboa", pero viendo por los caminos de irresponsabilidad con que se produce, más vale dejarle en "de Lisboa" para que todo el mundo -especialmente sus acreedores- puedan saber bien donde tiene el domicilio social).
Y es que el asunto es muy grave, no solo por el impago denunciado, sino porque el Braga encima de burro va a ser apaleado, al tener que abonar a la Hacienda portuguesa un dineral del IVA, que tampoco el Sporting de Lisboa le ha abonado, tal y como estaba pactado y previsto... y ahora incumplido. El diario "O Jogo" lo advertía hoy :
SAD do Braga vai ter de desembolsar no imediato 2,3 milhões de euros de IVA após o Sporting não ter cumprido o pagamento de Rúben Amorim.A falha no primeiro pagamento que levou Rúben Amorim para o Sporting vai obrigar o Braga a desembolsar 2,3 milhões de euros muito em breve, uma dificuldade com a qual o clube não estava a contar e que surge numa altura delicada da temporada em termos financeiros, devido à escassez de receitas provocada pela interrupção do campeonato.
El profesor António Costa, habitual analista de todo lo relacionado con el Sporting de Braga, dedicó buena parte de su habitual análisis semanal, en el acreditado portal ZeroZero, a este asunto. Con la debida venia reproducimos los elementos centrales de su artículo.
A (ir)responsabilidade de pagar
"...O futebol continua parado, mas os compromissos anteriores mantêm-se em vigor, pelo menos na mente de alguns. Convém recordar aqui a inesperada e radical mudança de Rúben Amorim para o Sporting, depois de ter deixado o SC Braga como Campeão de Inverno e confortavelmente instalado no terceiro lugar da classificação. Estas duas premissas, aliadas a uma fé leonina que se traduz em mais uma fuga para a frente, levaram os responsáveis do leão a levar para Lisboa o treinador que começou na equipa B bracarense, teve uma passagem fugaz e brilhante pela equipa A e foi dado como o salvador do mundo leonino pelos seus (ir)responsáveis. Sem conseguir que de Braga surgisse alguma abertura quanto à verba a pagar, o foco centrou-se na forma de pagamento, que resultou num documento claro e com penalizações previstas, em caso de incumprimento.Ora, não foi preciso esperar muito tempo para se perceber que o Sporting não tinha liquidez financeira capaz de satisfazer as suas obrigações imediatas e a primeira prestação não foi paga, pelo que os juros começaram desde logo a acrescer à dívida inicial e a possibilidade de pagamento integral um pouco mais tarde também não se efetivou.
O descaramento maior surgiu por parte de um administrador da SAD, Salgado Zenha, que revelou à imprensa não existir incumprimento dos leões, face à situação pandémica atual, numa visão iluminada que eles tiveram antes da entrada do estado de emergência, altura em que começaram a falhar os seus compromissos. António Salvador não parece de modas e assegura ir adiante com as consequências advindas desta situação. Assim, face à (ir)responsabilidade de (não) pagar por parte do Sporting, espero que a posição do SC Braga seja de total rigidez e sem truques, levando o caso até ao pior dos desfechos para o lado de quem ousa dever e não pagar, por mais negativo que ele seja. Como sócio e adepto do SC Braga, que tinha grandes esperanças no percurso do treinador no Minho, aguardo que os interesses bracarenses sejam defendidos até ao limite, nem que isso passe pela eventual penalização “uefeira”.
O futebol, em geral, deverá regressar aos relvados, sob forma de pré-época, em breve, onde já se encontra o Nacional da Madeira em treinos, cujas condições desconheço e, por isso, sobre eles não me pronuncio. O mês de maio poderá ter algumas semanas de preparação das equipas e o eventual posterior regresso das competições, se calhar à porta fechada, algo que desagrada a toda a gente, pois as bancadas dos estádios não foram construídas para adorno dos recintos desportivos, mas para acolher adeptos que estão, também eles, desejosos de voltar a ver futebol. Mas continua sem previsão o regresso da normalidade futebolística, pelo que por esta altura apenas se pode especular sobre o assunto..."