"Primeiros pontos com direito a gala". El Braga en el microscopio del profesor Costa

En el acreditado portal deportivo en Internet, ZeroZero, cada semana escribe el profesor António Costa, socio y adepto contra viento y marea del Sporting Clube de Braga, además de un magnífico profesor de enseñanzas medias, personaje culto y afable, al que mucho apreciamos desde hace ya casi tres lustros. Como antaño en "O Minho Desportivo" y en "Record", leemos a nuestro António Costa cada semana en ZeroZero, donde muestra su indudable amor al Braga, manifestado al lado de razonamientos sensatos y no exentos de lógica y bases fundadas. Tomamos buena nota de lo que dice y, con la debida venia, posteriormente, hacemos presentes sus apontamentos en nuestro apartado, en esta web, de 6-Ocio-Deportes-Espectáculos de RBT.

O SÍTIO DOS GVERREIROS
António Costa
Primeiros pontos com direito a gala

"O sítio dos Gverreiros” é uma coluna de opinião de assuntos relativos ao SC Braga, na perspetiva de um olhar de adepto braguista, com o sentido crítico necessário, em busca de uma verdade externa ao sistema.

O SC Braga deslocou-se a Tondela ávido de pontos, uma vez que a contabilidade estava nula, e de modo injusto dir-se-ia com alguma verdade. O treinador Carlos Carvalhal procedeu a três alterações, fazendo entrar André Castro, Galeno e Iuri Medeiros para os lugares de Al Musrati, Moura e André Horta. Aparentemente a equipa perdia criatividade no miolo, mas ficava claramente mais equilibrada, como o jogo confirmou.

Os Gverreiros do Minho fizeram uma primeira parte de gala, que valeria a chegada dos primeiros pontos, atingindo o intervalo a golear por quatro golos sem resposta, ficando desde logo a sensação de que o destino das equipas neste encontro estava traçado. O maior nome do encontro foi Galeno que, mesmo não estando ainda a níveis ideais do ponto de vista físico, fez dois golos e uma assistência para Ricardo Horta. Tudo isto aconteceu depois de Bruno Viana ter inaugurado o marcador, na sequência de um canto conquistado por Galeno.

O segundo tempo foi de gestão e de algum desperdício das duas equipas, que podiam ter elevado o número de golos registado. Nota de destaque para a estreia do “menino” Rodrigo Gomes, com apenas dezassete anos de idade, a quem se augura um futuro promissor e que registará certamente este jogo nas suas melhores memórias, mesmo que tenha a esperança de voltar a surgir mais vezes entre os mais crescidos. No último lance do jogo Matheus defendeu um penalti que ele próprio cometera e que foi festejado como se fosse decisivo, o que realça bem o espírito reinante na equipa. Veremos agora o que o futuro reserva, ainda que os adeptos braguistas sintam os sinais positivos que a equipa deu nos três jogos realizados, sabendo-se que as vitórias são determinantes no sucesso de qualquer projeto desportivo.

Ainda na Liga, os Açores viram os primeiros adeptos regressarem às bancadas, numa experiência que correu muito bem e deverá abrir as portas de outros estádios, estando desde já previstas mais duas experiências na Segunda Liga, em dois jogos que se encontram atrasados no calendário previsto, além de dois jogos da seleção nacional. Qualquer pessoa que viva o futebol sabe que os estádios vazios se equivalem a comida sem sal, pelo que espero que esse regresso aconteça em breve, a bem do desporto em geral e do futebol em particular.

Uma nota adicional para o mercado de transferências, que ainda se prolonga até ao próximo dia seis, deixando em suspenso eventuais alterações de última hora no plantel, o que desassossega a alma de qualquer treinador, que quer ver o seu grupo fechado, e Carlos Carvalhal já o expressou publicamente.

O sorteio das competições europeias foi de algum azar para os bracarenses, algo que tem acontecido nos últimos anos, com o surgimento de adversários difíceis, em leques onde existiam melhores rivais para defrontar. Assim, Leicester (Inglaterra), AEK (Grécia) e Zorya (Ucrânia) são os adversários na fase de grupos da Liga Europa, onde apenas competem os melhores.

O futebol de praia parece ter terminado um ciclo em Braga, com o falhanço verificado na final da Euro Winners Cup e nesta final four da liga portuguesa diante do Sporting, que deve ter custado o título de campeão. O tempo deve agora, depois de terminarem os últimos jogos, ser de reflexão e reinvenção do projeto destes autênticos “reis das areias” que se tem revelado vencedor e que colocou a equipa no topo do mundo, sem entrar em indesejáveis ruturas, pois o trilho das vitórias está ao seu alcance, sendo necessário apenas corrigir os erros que impediram sucesso pleno nas últimas competições disputadas.

Profesor A. Costa