Cuando ya solo nos falta recibir el "cordeiro á moda de Monção" en un paquete de Amazón para engordar más al tal Bezos...

Sábado de Gloria, Domingo de Resurreción, Lunes de Pascua... días más que indicados para poner en la mesa un corderito pascual... 

Días más que indicados para en Monçâo disfrutar de uno de sus platos por excelencia, el que tantos gallegos allí hemos podido in situ disfrutar por Pascua. Ahora, con la frontera cerrada aún cuando los números de contagios son relativamente bajos en ambas orillas, toca j... Digámoslo así : toca el ayuno. 

Solamente los portugueses de Monçâo, los allí residentes (pues a los de Valença o Melgaço no les dejan moverse inter-concelhos hasta después del lunes de Pascua) podrán disfrutar de esta iguaria monçanense, pero tampoco en la mesa de un restaurante... venta a la puerta del mismo, al postigo, como dicen los hermanos portugueses. Comprar y llevar para comer en casa y... solo los monçanenses. 

¡Menuda puñeta en la gobernanza esta del tiempo del Covid que nos aplican los políticos en Portugal y Galicia!. Hemos entrado en el tiempo estúpido en el que... el tal Bezos (el multimillonario de Amazón) acabará -de seguir esto así- enviándonos (como decía J. A. Emídio, en su celebrado artículo de esta semana) a la puerta de casa, en una caja, el cordero hecho a la moda de Monçâo y si es necesario acompañado de la hostia de la misa dominical para que tampoco vayamos a la iglesia a contaminarnos...

En fin... 

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O Cordeiro à Moda de Monção, conhecido localmente como “Foda à Monção”, é um prato tradicional da Páscoa. A sua confeção, em alguidar de barro e levada ao forno de lenha, vem de tempos ancestrais, tendo atravessado gerações de cozinheiras monçanenses.

Em período de confinamento, a restauração monçanense reinventou-se e, em regime take away, vai confecionar aquele prato autêntico com sabor único, dando a possibilidade aos amantes da boa culinária de degustá-lo na tranquilidade do lar.

CORDEIRO Á MODA DE MONÇÃO

Em regime take away, vários restaurantes do concelho de Monção confecionam, no período pascal, o Cordeiro à Moda de Monção, conhecido como “Foda à Monção”, prato autêntico com sabor único.

O Cordeiro à Moda de Monção, conhecido localmente como “Foda à Monção”, é um prato tradicional da Páscoa. A sua confeção, em alguidar de barro e levada ao forno de lenha, vem de tempos ancestrais, tendo atravessado gerações de cozinheiras monçanenses.

Em período de confinamento, devido à pandemia, as reuniões familiares alargadas estão proibidas, sendo natural que, este ano, aquele afamado prato do nosso concelho não esteja em lugar de destaque na mesa da Páscoa monçanense. Perfeitamente normal face à necessidade de contenção e prevenção do vírus.

Mesmo assim, quem aprecia esta maravilha gastronómica de Portugal, pode degustá-la na tranquilidade do lar, uma vez que vários restaurantes de Monção vão ter disponível, em regime de take away, este prato autêntico com sabor único, que tanto diz à comunidade monçanense.

A confeção deste prato tradicional, não só recupera o saber dos nossos antepassados, como lhe adiciona um pouco de arte, carinho e profissionalismo das atuais cozinheiras. O nome artístico, digamos assim, reflete bem o caráter afável, folião e bem-disposto dos monçanenses.

Porquê “Foda à Monção”?

Reza a história que: “Os habitantes do burgo, que não possuíam rebanhos, dirigiam-se às feiras para comprar o animal. E, como em todas as feiras, havia de tudo, bons e maus. A verdade é que os produtores de gado, quando o levavam para a feira, queriam vendê-lo pelo melhor preço.

Desta forma, nas semanas anteriores, para que os animais parecessem gordos, punham-lhes sal na forragem, o que os obrigava a beber muita água. Na feira, onde os ditos eram comercializados, apareciam com uma barriga cheia de água e pesados, parecendo realmente gordos.

Os incautos, que não sabiam da manha, compravam aqueles autênticos “sacos de água” e, quando se apercebiam do logro, exclamavam à boa maneira do Minho: Que foda! O termo tanto se popularizou que o prato passou a designar-se, por estas bandas, como foda. De tal modo que é frequente, pelas alturas festivas, como a Páscoa, ouvir dizer: “Ó Maria, já meteste a foda?”.

Uma confeção feita com carinho e sabedoria

Mata-se o cordeiro e pendura-se na adega. Enquanto quente (depois de limpo), lava-se muito bem com água e sal, deixando-o assim para o dia seguinte. Logo de manhã, dá-se um banho com o seguinte molho: uma porção de vinagre, sal q.b., pimenta q.b., alho bem socado q.b., salsa bem picada, cebola bem picada......

Mistura-se tudo e esfrega-se muito bem o cordeiro (que deve estar pendurado conforme indicamos acima), por dentro e por fora, repete-se este banho por 3 ou 4 vezes. No dia seguinte, tira-se do local e coloca-se numa travessa. Limpa-se todo com um pano para lhe tirar alguma cebola e restantes, do molho que em geral fica por dentro.

Num pouco de água de cozer carnes, misturamos uma carteirinha de açafrão e barra-se o cabrito, muito bem barrado e espetam-se bocados de presunto e tiras de toucinho. Vai ao forno de lenha, previamente aquecido, abrindo-se a porta uma única vez para o virar.

Vencedor do Concurso Nacional “7 Maravilhas à Mesa”

O Cordeiro à Moda de Monção, conhecido localmente como “Foda a Monção”, foi um dos sete pratos eleitos no concurso “7 Maravilhas à Mesa”. A finalíssima teve lugar no dia 16 de setembro de 2018, na Praia dos Pescadores, em Albufeira, sendo a gala apresentada por José Carlos Malato e Catarina Furtado e transmitida em direto na RPP 1 e RTP Internacional.
Além do Cordeiro à Moda de Monção, a mesa candidatada pelo Município de Monção envolveu o vinho Alvarinho e aguardente velha do Palácio da Brejoeira, o património local simbolizado pelo Palácio da Brejoeira, incluindo a sua adega, a componente museológica representada pelo Museu Alvarinho e um evento de afirmação territorial, a Feira do Alvarinho.

Após a vitória neste prestigiado concurso que distinguiu as sete melhores mesas do pais e ilhas, o Município de Monção estabeleceu, com 21 restaurantes do concelho, uma carta de compromisso que, em linhas gerais, visou atingir um conjunto de requisitos e recomendações, garantindo a genuinidade, a qualidade e o requinte do prato.

Quais são? Compra do cordeiro numa exploração de Monção, abate no matadouro municipal, e processo de preparação obediente à receita original, isto é, entre os banhos e a cozedura deverá decorrer, pelo menos, um período de 24 horas.
A cozedura deve ser feita nos tradicionais fornos de lenha, aberto uma única vez para virar o cordeiro, e a apresentação ao cliente no típico alguidar oval de barro minhoto, com o cordeiro a pingar no peculiar arroz dourado e fumegante. Algo singular e saboroso.
Os restaurantes têm de servir cordeiro durante todos os fins de semana (sábado ao almoço e jantar e domingo ao almoço). Devem ainda garantir na ementa aquele prato nos dias de semana. Para tal, fez-se um sorteio. Sensivelmente, um dia por mês a cada restaurante.
Numa perspetiva de valorização dos produtos endógenos, os restaurantes devem disponibilizar uma carta de vinhos com sete rótulos de vinho Alvarinho do concelho de Monção, devendo este ser servido em copo de pé alto a uma temperatura entre 10 a 12 graus.

Paralelamente, o Município de Monção lançou o guia “Cordeiro à Moda de Monção - Maravilha de Portugal”, o qual contém o nome e os contactos dos restaurantes aderentes, bem como a escala dos restaurantes que apresentam o prato em determinado dia.
Todos os restaurantes ostentam, à entrada, a placa distintiva de restaurante recomendado para servir “Cordeiro à Moda de Monção”. O guia encontra-se nos restaurantes, podendo ser solicitado na Loja Interativa de Turismo ou consultado/descarregado no portal municipal.

Em período de confinamento, com os restaurantes encerrados, o guia do “Cordeiro à Moda de Monção” encontra-se suspenso, sendo retomado logo que seja possível. 


(textos en português y fotos : Fernando Silva / Câmara Municipal de Monçâo)








No dejen de leer el genial artículo escrito por Joaquim António Emídio, director general de "O MIRANTE", a propósito de las consecuencias del combate a la Covid y las arbitrarias decisiones que a veces están tomando los Gobiernos... A no perder pulsando AQUÍ


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