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Deu-la-Deu Martins. La leyenda de la heroína de Monçâo

Defendeu a vila de Monção da invasão espanhola e a ela é dedicado o brasão de Monção. Lenda ou realidade, Deu-la-Deu Martins é uma figura co...

Defendeu a vila de Monção da invasão espanhola e a ela é dedicado o brasão de Monção. Lenda ou realidade, Deu-la-Deu Martins é uma figura conceituada e que ficou para sempre na História de Portugal. No século XIV Monção foi cercada pelos soldados de Castela em virtude da guerra que decorria entre D. Fernando de Portugal e Henrique II de Castela. É desta altura que data a lenda de Deu-la-Deu Martins, mulher do capitão-mor de Monção, Vasco Gomes de Abreu.
Após um longo cerco às muralhas de Monção, a fome reinava no interior da fortaleza, e começavam os habitantes a pensar em rendição. No entanto, Deu-La-Deu manda recolher o pouco trigo que existia pelas cercanias e manda cozer alguns pães. Lançando-os aos soldados de Castela, depressa a estratégia teve um efeito devastador nas hostes inimigas que julgaram estar a fazer um cerco a uma vila onde reinava a abundância.
Figura histórica ou simples lenda, o que é certo é que muitos reclamam ser seus descendentes e em sua honra foi erigida a estátua que adorna a Praça de Deu-la-Deu, supostamente mandado construir pelo seu bisneto. Também o brasão da vila ostenta a figura da nobre mulher a distribuir pães do alto da fortaleza.

A lenda foi construída pelo seguinte relato do episódio militar :

Durante as guerras de El-Rei D. Fernando I de Portugal com Henrique II, Rei de Castela, veio Pedro Rodrigues Sarmento, adiantado do Reino da Galiza, pôr cerco à vila de Monção.

Deu-la-Deu Martins, esposa do capitão-mor daquela vila, Vasco Gomes de Abreu, corria sempre veloz a tomar parte na defesa, arremessando, de sobre os muros, pedras e matérias inflamadas. Onde o perigo era maior lá aparecia com o denodo de um soldado corajoso e animado a todos como o faria um chefe valoroso e dedicado. E, quando as traças do inimigo conseguiram abrir brecha na muralha, logo nela foi vista a heroísmo, a impedir-lhe o passo com a espada na mão.

A vila aguentou o cerco apesar da falta de recursos de todo o género. Os alimentos eram escassos, os homens válidos muito poucos.

Deu-la-Deu tomou o comando da praça, como se fosse o verdadeiro capitão-mor, durante o tempo que durou o cerco, dirigiu os seus homens, lutou a seu lado nos momentos de maior perigo, encorajou os vacilantes e desesperados, assistiu os feridos. Desmultiplicou-se, sem um momento de desânimo, sem uma vacilação.

Infelizmente tinham as coisas chegado a ponto em que estava passado o tempo para os actos de valor. A fome, zombando do esforço humano, ia pôr termo a tão heróica resistência.

Deu-la-Deu Martins, que, enquanto teve pão para dar, o ia repartindo pelos soldados, chegou uma vez ao seu celeiro, e só encontrou nele uma exígua porção de farinha, com que apenas poderia fabricar alguns poucos pães. A eminência do perigo sugeriu-lhe uma ideia luminosa, que Deus se dignou de coroar.

A resoluta dama sabendo que aos inimigos começava a escassear o pão, pega da farinha, manda-a amassar e cozer, e, depois, enchendo o regaço com os pães que ela produzira, sobe às muralhas, e daí os lança aos castelhanos, dizendo-lhes:

- “A vós, que não podendo conquistar-nos pela força das armas, nos haveis querido render pela fome, nós, mais humanos e porque, graças a Deus, nos achamos bem providos, vendo que não estais fartos, vos enviamos esse socorro e vos daremos mais, se pedirdes!”

Dito isto, os castelhanos ficaram tão desconcertados com esta acção, que acreditaram que ainda havia muita resistência dentro das muralhas, perderam a esperança de submeter a praça pela fome, e, já cansados, levantaram o cerco e partiram para as terras de Castela.

Na verdade, também o inimigo tinha fome, muita fome. Por isso, face àquele esbanjamento de pão, acreditaram na fartura dos sitiados e levantaram o cerco. Este facto causou indizível regozijo ao povo de Monção. Desta forma, com audácia e coragem, Deu-la-Deu salvou a praça. A heroína foi aplaudida e vitoriada como libertadora, tendo ficado, para sempre, ligada à história de Monção.

No largo do Loreto, centro histórico de Monção, pode ver-se a estátua de Deu-la-Deu Martins colocada, desde 1869. No centro da base dessa estátua envolvida por um chafariz em forma circular, a heroína encontra-se perpetuada no brasão de armas de Monção: “… Em campo branco uma torre, no alto da qual emerge um vulto de mulher, em meio corpo, segurando um pão em cada uma das mãos, em volta a legenda, Deus a deu – Deus o há dado”.

A Igreja Matriz, templo românico que “conheceu” algumas alterações e restauros ao longo dos séculos, possui uma capela em sua memória.

BASTOS, José António Peres da Silva | TV Monarquia Portuguesa.
Fonte: Barbosa, Vilhena, Arquivo Pitoresco.

 

O concelho de Monção tem uma área aproximada de 223Km, e é o mais populoso do Vale do Minho com cerca de 24 mil habitantes. Confina com a Galiza e os concelhos de Melgaço, Valença, Arcos de Valdevez e Paredes de Coura. Dista 120Km do Porto, 60 Km de Braga, 70Km de Viana do Castelo, 14Km de Valença, 23Km de Melgaço, 35 Km de Arcos de Valdevez e 30 Km de Vigo.


Ilustraçâo de Santos Costa

Estátua de Deu-la-Deu Martins, en Monçâo, desde 1869



 

 

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