Emociones en tiempos de COVID-19 : ¿cómo combatir el miedo?

El equipo de Psicología del Hospital de Braga publicó en la edición de este fin de semana del diario "Correio do Minho", un artículo que se convierte en interesantes consejos en estos tiempos de crisis derivados de la presencia del coronavirus en forma de pandemia.
Bajo el título de "Emoções em tempos de COVID-19: Como lidar com o medo?", con la debida venia, nos parece de plena utilidad -y así reproducimos- los razonamientos que siguen :

A pandemia de covid-19
veio alterar de forma
significativa os nossos
hábitos e a forma como nos relacionamos
uns com os outros.
E como qualquer acontecimento
significativo da nossa vida,
suscitou em nós as mais diversas
emoções.

As emoções são uma parte importante
da nossa experiência:
de uma forma rápida e automática,
preparam-nos para agir,
ajudam-nos a prestar atenção e
a compreender o que nos rodeia.
No entanto, é frequente
termos dificuldade em entender
o que elas nos dizem e em regulá-
las. No momento atual, é
compreensível que esta dificuldade
se torne ainda mais evidente.
Este é o primeiro de um
conjunto de textos dedicados às
emoções que esta pandemia pode
provocar em todos nós.

Começamos pelo medo. O
medo é o que sentimos quando
estamos perante uma situação
perigosa ou ameaçadora. Num
contexto em que nos dizem que
nos devemos resguardar nas
nossas casas para combater um
vírus invisível e desconhecido,
é natural que nos sintamos em
perigo, e podemos até sentir
medo só por imaginarmos o que
poderá acontecer caso fiquemos
doentes. A esse medo por antecipação
chamamos de ansiedade.

O medo e a ansiedade não
são emoções reservadas para os
“fracos”. Todos, sem exceção,
as sentimos, sobretudo em alturas
como esta.
O medo e a ansiedade podem
alterar a forma como pensamos,
como nos sentimos e como nos
comportamos. Porque nos preparam
para o perigo e nos aceleram:
o nosso coração bate
mais rápido, sentimos suores
frios, a respiração fica ofegante.

Também podemos ter dificuldade
em concentrarmo-nos ou em
lembrarmo-nos das coisas. E
tudo isto pode interferir com o
nosso apetite e sono. No entanto,
estes não são apenas sintomas
incómodos. Podem ser importantes
porque nos preparam
para fazer frente ao desafio. Por
muito desconfortáveis que sejam,
estas emoções podem ser
nossas “amigas”.

Contudo, precisamos de saber
moderar o medo e ansiedade
que sentimos para que possamos
continuar a realizar as nossas
tarefas diárias. Seguem-se
algumas ideias-chave que o poderão
ajudar:

- É possível acalmar as sensações
desagradáveis que o medo
e a ansiedade provocam no corpo,
por exemplo, reservando
uma altura do dia para respirar
de forma lenta e profunda ou
fazer exercício físico.

- Os pensamentos que temos,
por exemplo, quando imaginamos
apenas os piores cenários
possíveis, podem aumentar a
sensação de ameaça e perigo.
Por isso, é fundamental procurar
outros pensamentos que ajudem
a acalmar essa sensação,
como, por exemplo, lembrarmo-
nos de outras alturas da vida
em que pensamos no pior e
isso não aconteceu.

- Um aspeto fundamental para
lidar com os pensamentos que
nos tornam mais ansiosos é focar
a nossa atenção em alguma
coisa que possamos fazer ou
controlar no imediato – por
exemplo, fazer trabalhos manuais
ou falar com um amigo.

- É importante recordar e alimentar
os aspetos da vida que
podem transmitir-nos segurança
e esperança – apoio da família
ou dos amigos, experiências
passadas difíceis que
conseguimos ultrapassar, crenças
religiosas.

- É normal e até saudável distanciarmo-
nos e tentarmos distrair-
nos do que nos preocupa.
Mas evitar totalmente o que nos
causa medo e ansiedade não resolve
o problema – aos poucos
e poucos, precisamos de ir lidando
com esta nova realidade,
mantendo-nos informados.

O medo e a ansiedade tendem
a diminuir progressivamente à
medida que nos adaptamos a
uma situação. Caso o medo e a
ansiedade sejam demasiado intensos
ou persistentes, procure
a ajuda de um/a profissional de
saúde mental – psicólogo/a ou
psiquiatra.