Desastre : la CP ya solo tiene dinero en caja para pagar las nóminas de abril

Carlos Cipriano -que es el periodista que más y mejor informa sobre el mundo ferroviario en Portugal- contó en las últimas horas a sus lectores del importante diario "Público" que la compañía portuguesa de trenes, la CP, está exhausta, en sus cofres apenas hay dinero para pagar las nóminas de este mes de abril y... nadie sabe lo que va a pasar después si la actual situación de bajo mínimos en número de pasajeros se prolonga en todo o en parte en el tiempo que viene. Encima, por billetes que habían pre-comprado y que con la crisis y el confinamiento no podían usar, la CP tuvo que devolver ya un millón de euros a sus potenciales viajeros ...

"... Com uma redução da oferta de 25%, mas com uma quebra nas receitas de 95%, a CP está a ficar sem dinheiro. Os comboios andam vazios (excepto um reduzido número de suburbanos na hora de ponta da manhã) e as bilheteiras não geram receita. Antes pelo contrário. A empresa teve de andar a injectar dinheiro nas suas próprias bilheteiras para poder pagar reembolsos aos clientes por viagens adquiridas e não realizadas...
Para poder pagar os salários de Março e Abril, a empresa foi autorizada pelo Governo a usar o saldo da conta de gerência de 2019, que habitualmente fica cativado pelas Finanças. Um montante que a CP não quis divulgar, mas que se situará entre os 20 e os 30 milhões de euros, apurou o PÚBLICO. 
Para Maio, contudo, esta folga desaparece e não deverá ser colmatada por nenhum acréscimo substancial das receitas, mesmo que sejam levantadas algumas restrições à circulação de pessoas no âmbito do combate à pandemia de covid-19. 
Tendo em conta o relatório e contas da empresa de 2018 (o de 2019 ainda não está disponível), os custos com pessoal ascendem a 7,5 milhões de euros por mês. As receitas da venda de bilhetes rondam os 21,5 milhões de euros mensais, mas neste momento estarão reduzidas a pouco mais de um milhão de euros.
O PÚBLICO perguntou aos ministérios das Infra-Estruturas e das Finanças qual a solução, mas não obteve resposta. No entanto, só há duas soluções possíveis, afastada que está a hipótese de a empresa se comportar como o TAP ou as empresas rodoviárias privadas mandando parar a frota e colocando o seu pessoal em layoff. Uma é o recurso a um empréstimo do Tesouro e a outra é o regresso às indemnizações compensatórias..." 

Pueden leer al completo en el diario Público, la documentada información de Carlos Cipriano en :