Consecuencias de la peste : la parálisis de las bandas de música...

Es algo que atañe a Portugal, de donde nos llega la información que este domingo publica el "Açoriano Oriental", el periódico por excelencia de las islas Azores. Refleja lo que sucede en Azores, pero también en Portugal, en España, en Francia...
Son las consecuencias de este tiempo de la peste. Las bandas de música están paradas. Y con futuro muy incierto, así se refleja en el apunte que este domingo, tan oportunamente hace el diario de la isla de Sao Miguel.

La agencia Lusa y el Açoriano Oriental recogen la inquietud del sector, si bien reflejado en las islas oceánicas, pero extensible a todo el territorio portugués y... ¿por qué no?, a Galicia y toda España donde la casuística es muy similar...
"As bandas, na realidade, estão paradas. Não há muito por onde trabalhar e nem é um trabalho que se possa fazer em regime de teletrabalho", afirmou em declarações à agência Lusa, o maestro Marco Torre, da Banda Fundação Brasileira (ilha de São Miguel) e músico da Banda Militar dos Açores. O arquipélago é a região do país com mais bandas filarmónicas, mantendo viva uma tradição que remonta ao século XIX e com uma função cultural e social relevante. Quase todas as freguesias têm uma banda e há freguesias pequenas que chegam até a ter duas.
Com o cancelamento das festas religiosas de verão e dos Impérios do Espírito Santo, devido à pandemia, "as bandas enfrentam um grande problema a nível económico", referiu Marco Torre, lembrando que aqueles serviços começavam já a seguir à Páscoa. "O verão é altura para ganhar algum dinheiro. Vai ser muito complicado sobreviver no inverno", lamentou o maestro. Marco Torre lembrou que as bandas têm uma série de compromissos financeiros - o pagamento de maestros, instalações e instrumentos. "Vamos imaginar que a situação vai durar mais um mês, na melhor das hipóteses, e que daqui a um mês as bandas voltam a trabalhar. Mas as filarmónicas não têm serviços até final do ano e, apesar disso, têm de pagar um maestro para ensaiar. E como o vão fazer sem serviços para angariar fundos?", questionou. Apesar dos apoios atribuídos pelo Governo dos Açores às filarmónicas, Marco Torre disse que até neste aspeto há alguma incerteza: "Na região há um apoio direto do Governo dos Açores. E estes apoios contemplam sempre um projeto a apresentar. Mas o vírus apareceu no início do ano e, não conseguindo cumprir os objetivos propostos, já que foram canceladas várias festividades, será que vamos receber na mesma os subsídios previstos?".
Ainda assim, segundo o maestro, algumas bandas açorianas estão a publicar trabalhos antigos ou a promover o lançamento de novos, através das redes sociais ou na plataforma Youtube, para manter "os músicos em forma", mas o problema está aí, acrescentando-se não haver nos Açores "uma única banda em atividade neste momento a ensaiar".
Sociedade Musical Sagrado Coração de Jesus, Faial da Terra, Ilha de São Miguel, Açores. do Faial da Terra, Filarmónicas Açorianas