El Sporting de Braga se clasificó directamente para octavos de final de la Liga Europa. El maltrato en las portadas e interiores de los diarios deportivos portugueses ha sido evidente, en el día después... El prestigioso colectivo de socios del Sporting de Braga, denominado "O Escadote" ha hecho público este viernes un texto en su red social... texto importante y que suscribimos en su mayor parte, de ahí que con la debida venia, pasemos a reproducirlo a continuación. No se lo pierdan...
O Sporting Clube de Braga voltou a fazer aquilo que, pelos vistos, já se tornou um incómodo nacional: convenceu e apurou-se diretamente para os oitavas-de-final da Liga Europa. Um feito desportivo claro, limpo, inequívoco. Resultado? Silêncio. Ou melhor: uma nota de rodapé invisível na imprensa desportiva, enquanto as capas se vestem de gala para celebrar feitos alheios — alguns ainda por cumprir, outros apenas imaginados.
Na capa do Record, mais uma vez, o Braga não existiu. Não porque não tenha feito por existir, mas porque não convém. O guião está escrito há décadas e os protagonistas são sempre os mesmos três clubes do sistema, os três eucaliptos que sugam toda a luz, toda a água e todo o oxigénio do futebol português. Se ganham, é épico. Se empatam, é heroico. Se perdem, é azar, arbitragem ou “processo”.
Quando o Braga ganha?
É “normal”.
É “esperado”.
É “sem grande destaque”.
Este jornalismo de cartilha, alinhado com interesses bem identificados, continua a sonegar o direito à opinião, ao contraditório e ao reconhecimento às restantes associações desportivas. Não por acaso, estas são sistematicamente vexadas por comentadores militantes, avençados de cachecol invisível, mas discurso bem visível. O resultado está à vista: manipulação das massas, condicionamento do debate público e um papel ativo na estagnação do crescimento e afirmação de quem ousa desafiar a hierarquia informal do futebol português.
Isto não é distração. É método.
Perante isto, a Direção do Sporting Clube de Braga — e os seus adeptos — têm de endurecer a posição. Chega de ingenuidade institucional, chega de achar que oferecer “capacetes de ouro” a quem nos despreza vai gerar respeito. Não gera. Nunca gerou. O resultado está aí, estampado nas capas que nunca nos incluem.
E aos adeptos, uma palavra clara: não corram para os microfones quando eles vos chamarem. Não aceitem holofotes emprestados, não alimentem o circo que vive de nos usar como figurantes ocasionais. Façamos como o Ronaldo naquele momento histórico de lucidez: mandemo-los para o meio do charco e da lama, que é exatamente o serviço que essa gente presta ao desporto nacional.
Mas atenção: este problema não começa nem acaba no Sporting Clube de Braga. As raízes são profundas. Isto é estrutural. É cultural. É territorial. É a velha narrativa de um país amarrado às vontades de duas metrópoles, convencido de que tudo o resto é paisagem.
Só que há um detalhe que o sistema tenta apagar — sem sucesso:
Braga já era Braga antes de Portugal.
Portugal precisou de Braga para ser o que é hoje, não o contrário.
O nosso orgulho não é circunstancial, não depende de capas, nem de validações externas. É bracarense. É minhoto. É bimilenar. É identidade, é memória, é resistência.
Podem continuar a ignorar.
Nós continuaremos a ganhar.
Nada mais.O ESCADOTE
