Impacto Covid ) La refinería GALP de Matosinhos cierra y será desmantelada

La famosa refinería de petròleos que desde hace no pocos años (medio siglo) tiene la GALP en Matosinhos va a cerrar y será desmantelada, convirtiéndose en un centro logístico de almacenamiento de hidrocarburos. La GALP anunció hace unas horas esta impactante noticia, aseverando que concentrará toda su actividad de refinería en la otra instalación de este tipo que tiene al Sur de Portugal, en Sines. La noticia que adelantó esta mañana el Jornal de Notícias, de Porto, ha causado ya cierta conmoción y se esperan reacciones al respecto en próximas horas.

A Galp vai concentrar a atividade de refinação na Refinaria de Sines e deixar as operações de produção da Refinaria de Matosinhos.

A decisão, comunicada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esta segunda-feira, é justificada pelas "alterações estruturais dos padrões de consumo de produtos petrolíferos motivados pelo contexto regulatório e pelo contexto covid-19".

"Foi decidido concentrar a atividade de refinação na Refinaria de Sines, dando início ao processo de descontinuação das operações de produção da Refinaria de Matosinhos, mas mantendo a sua atividade enquanto infraestrutura logística", lê-se num comunicado interno enviado pela Galp aos seus colaboradores, a que o JN teve acesso.
"É uma decisão complexa e difícil que ocorre depois de muita ponderação, mas torna-se inevitável em face da ausência de resiliência e sustentabilidade perante o contexto em que estamos inseridos", sublinha a empresa.
É também "uma decisão que, nas últimas décadas, havia sido equacionada em algumas ocasiões", recorda a Galp, "mas que nem por isso surge com menor tristeza, e que se torna ainda mais difícil pelo tempo e pela realidade que vivemos".
"Para os que trabalham ou colaboram com a Refinaria de Matosinhos" a empresa acrescenta que vai "promover as soluções mais adequadas".

A Galp refere aos colaboradores que "durante o ano que agora termina assistiu-se a uma consolidação clara de um contexto favorável à transição energética, que contribuiu para acelerar a migração da procura de combustíveis fósseis para soluções de energia de menor intensidade carbónica", relembrando ainda "as prioridades da atual Comissão Europeia refletidas nas exigentes metas de descarbonização para 2030 e de neutralidade carbónica para 2050".

No comunicado enviado à CMVM, a Galp refere que "continuará a abastecer o mercado regional mantendo a operação das principais instalações de importação, armazenamento e expedição de produtos existentes em Matosinhos" e que está a "desenvolver soluções adequadas para a necessária redução da força laboral e a avaliar alternativas de utilização para o complexo".

"O aprovisionamento e a distribuição de combustíveis no país não serão impactados por esta decisão", assegura a petrolífera.

A Galp diz ainda que se vai focar "no aumento da resiliência e competitividade do complexo industrial de Sines, com uma capacidade de processamento de crude de 200kbpd e equipado com unidades de maior conversão, estando em análise iniciativas com vista ao aumento da sua eficiência processual e energética, bem como a integração da produção de biocombustíveis avançados e de outros produtos com baixo teor de carbono e maior valor acrescentado".

Vista parcial de la refinería de Matosinhos que va a ser cerrada por la Galp



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