
JAE
Aceitei um convite para ouvir Barack Obama no Meo Arena, em Lisboa, onde só tinha entrado uma vez. Prefiro um concerto num jardim que numa arena monumental, por isso a minha ausência daquele espaço e de outros parecidos. Nunca tinha participado num evento tão eclético, embora saiba que eles existem. Também aqui prefiro o cinema e o documentário e a reportagem, onde consigo perceber melhor a realidade por trás destes grandes eventos de massas e, em muitos casos, de elites.
Trago o assunto aqui porque fui sensível às manifestações da plateia cada vez que Obama falava de minorias, puxava pelo colectivo, criticava a arrogância dos políticos e defendia a política como uma actividade nobre, onde as decisões deviam ser sempre partilhadas com o maior número de bons decisores.
O tempo que permaneci nos bastidores, onde não faltavam bares abertos, o networking praticava-se como nos velhos tempos, embora em contextos e tempos diferentes. Como me sinto retirado/reformado, senti-me mais no papel de jornalista do que director-geral de O MIRANTE. Mas não deixei de reparar como se movimentavam algumas trutas que querem vingar, ou já vingaram, no mundo dos negócios. Conclusão para as duas horas em que cirandei entre políticos e os maiores empresários do país: é muito importante ter a experiência necessária, de forma a não fazer má figura, para não se perceber quem nestas iniciativas arrasta o rabo e quem anda com o rabo no ar.
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O facto de ainda trabalhar muitas horas a mais por dia, não me obriga a comparecer a todas as festas como há 10 ou 20 anos, quando ainda não tinha passado a barreira de uma idade que exige contenção e muito juízo. Sou sensível aos problemas físicos que chegam com a idade, mas, tal como muitas outras pessoas que trabalham com a massa cinzenta, tenho algum receio das doenças mentais da moda. Por isso já não faço fretes e vou regularmente à farmácia comprar alimento para os “cabelos no coração”. José Saramago confessava, aos 80 anos, que depois de escrever treinava a mente com jogos analógicos. Para além de continuar um leitor compulsivo, vejo cinema e jogo damas no computador, tentando manter a memória e exercitando a paciência que se adquire com o estudo das jogadas, mas também com a “raiva” dos erros e das dificuldades impostas pelo “adversário”. Não troco a minha vida espiritual, que também passa pela ligação à terra e aos prazeres das viagens, por nada deste mundo. E se falo disto aqui não é para deixar recados; no meu mundo não entram as vidas dos outros, a ideia é deixar escrito aquilo que também me serve de bússola; se escrever o que penso, mais dificilmente me deixo trair nos momentos em que o Diabo me escreve, telefona ou bate à porta de minha casa (se a crónica admitisse emojis punha aqui vários bonecos a sorrir).
O facto de ainda trabalhar muitas horas a mais por dia, não me obriga a comparecer a todas as festas como há 10 ou 20 anos, quando ainda não tinha passado a barreira de uma idade que exige contenção e muito juízo. Sou sensível aos problemas físicos que chegam com a idade, mas, tal como muitas outras pessoas que trabalham com a massa cinzenta, tenho algum receio das doenças mentais da moda. Por isso já não faço fretes e vou regularmente à farmácia comprar alimento para os “cabelos no coração”. José Saramago confessava, aos 80 anos, que depois de escrever treinava a mente com jogos analógicos. Para além de continuar um leitor compulsivo, vejo cinema e jogo damas no computador, tentando manter a memória e exercitando a paciência que se adquire com o estudo das jogadas, mas também com a “raiva” dos erros e das dificuldades impostas pelo “adversário”. Não troco a minha vida espiritual, que também passa pela ligação à terra e aos prazeres das viagens, por nada deste mundo. E se falo disto aqui não é para deixar recados; no meu mundo não entram as vidas dos outros, a ideia é deixar escrito aquilo que também me serve de bússola; se escrever o que penso, mais dificilmente me deixo trair nos momentos em que o Diabo me escreve, telefona ou bate à porta de minha casa (se a crónica admitisse emojis punha aqui vários bonecos a sorrir).
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A realização da 26.ª edição do Galardão Empresa do Ano voltou a reunir mais de três centenas de empresários e líderes da região que aceitam o desafio de serem parceiros de O MIRANTE, nesta e noutras iniciativas. Este ano foi a melhor cerimónia de sempre. Para o ano faremos ainda melhor. Deixo aqui uma nota que me apraz registar; os empresários que foram homenageados não usaram meias palavras para se expressarem, e alguns galvanizaram-se nos seus discursos, curtos, mas substantivos, para permitirem que escrevamos que a região está no mapa e precisamos que o país acorde, e os políticos que nos governam a partir de Lisboa percebam que estamos a chegar a um ponto sem retorno se todos continuaram a assobiar para o lado. Um dos premiados, depois de ver fotos antigas do Galardão, teve a coragem de elogiar Joaquim Silvério, dizendo que aprendeu quase tudo com um homem que só tinha a quarta-classe, e outro defendeu com tanta energia o papel do ensino privado em Portugal que é impossível que a energia do seu discurso não tenha feito estremecer as paredes milenares do Convento de S. Francisco, e ficado na memória das mais de três centenas de pessoas que estiveram na cerimónia. - JAE
A realização da 26.ª edição do Galardão Empresa do Ano voltou a reunir mais de três centenas de empresários e líderes da região que aceitam o desafio de serem parceiros de O MIRANTE, nesta e noutras iniciativas. Este ano foi a melhor cerimónia de sempre. Para o ano faremos ainda melhor. Deixo aqui uma nota que me apraz registar; os empresários que foram homenageados não usaram meias palavras para se expressarem, e alguns galvanizaram-se nos seus discursos, curtos, mas substantivos, para permitirem que escrevamos que a região está no mapa e precisamos que o país acorde, e os políticos que nos governam a partir de Lisboa percebam que estamos a chegar a um ponto sem retorno se todos continuaram a assobiar para o lado. Um dos premiados, depois de ver fotos antigas do Galardão, teve a coragem de elogiar Joaquim Silvério, dizendo que aprendeu quase tudo com um homem que só tinha a quarta-classe, e outro defendeu com tanta energia o papel do ensino privado em Portugal que é impossível que a energia do seu discurso não tenha feito estremecer as paredes milenares do Convento de S. Francisco, e ficado na memória das mais de três centenas de pessoas que estiveram na cerimónia. - JAE
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Joaquim António Emidio es el director general y editor de O MIRANTE, el mejor y mayor periódico regional de Portugal
