Comienza el proceso de privatización de la CP (Comboios de Portugal). ¿Y quien está al frente?. El mismo personaje al que el diputado -y experto en trenes como el que más, para algo es ingeniero ferroviario- José Carlos Barbosa denomina "sepulturera de la CP".

Este lunes, José Carlos Barbosa, que lleva meses denunciando una operación que puede dar el puntillazo a los servicios ferroviarios en Portugal, ha alzado de nuevo su voz...


Por José Carlos Barbosa

Cristina Pinto Dias não tem condições políticas para tutelar a CP.

Em 2015, saiu da empresa pública com uma indemnização de 79 mil euros, decidida em apenas 24 horas, quando ainda integrava o Conselho de Administração. Nessa altura, já conhecia a sua nomeação para a AMT, onde começou imediatamente a trabalhar com uma remuneração de cerca de 10 mil euros mensais.

Mais tarde, enquanto administradora da AMT, participou na aprovação do parecer prévio vinculativo favorável ao Contrato de Serviço Público entre o Estado e a CP. Esse contrato, assinado em 2019 e ainda vigente, entregou à CP a operação dos serviços Urbanos, Regionais e Intercidades e garantiu-lhe as respetivas compensações públicas.

Agora, no Governo, Cristina Pinto Dias quer usar esse mesmo contrato para retirar serviços à CP e entregá-los a privados, começando pela Linha de Cascais. Ou seja: ajudou, enquanto administradora da AMT, a validar um contrato que confiava esses serviços à CP e agora, como secretária de Estado, quer esvaziá-lo através de subconcessões.

Perante o que o Governo anunciou e formalizou através do Despacho n.º 11 811/2026, existem dúvidas legítimas sobre a sua independência, imparcialidade e autoridade política para conduzir este processo.

Quem recebeu 79 mil euros para sair da CP não pode agora entregar partes da CP aos privados sem esclarecer integralmente o seu próprio passado na empresa. A CP pertence aos portugueses e não pode ser usada para fabricar rendas garantidas para grupos privados.