Los colegas de "O Cantinho do Hooligan" se han tomado la molestia de resumir, al menos en algunos puntos, el trabajo periodístico que lanzó el semanario "Expresso" en el pasado fin de semana...

QUEM SÃO OS NOVOS DONOS DO FUTEBOL PORTUGUÊS?

Fundos de Wall Street, bilionários americanos, magnatas do petróleo, investidores do Golfo e até estrelas de Hollywood. O futebol profissional português está a mudar de mãos: cerca de dois terços dos clubes já têm, total ou parcialmente, capital estrangeiro. O nosso… é uma bonita excepção.

Um bom trabalho jornalístico do Expresso põe a nu uma revolução silenciosa. 
O problema não é o passaporte do dinheiro. É saber quem manda realmente, de onde vem o capital, quais os interesses cruzados e até onde vai a transparência. O IPDJ já abriu 30 processos de contraordenação relacionados com o incumprimento destas regras.

O futebol português deixou há muito de ser apenas português. A questão agora é perceber se está preparado para controlar quem o controla. É convém ir acompanhando ( até para perceber muitos contratações e movimentações do mercado)

Moreirense, Estoril e Casa Pia estão ligados a investidores norte-americanos.
O Famalicão pertence maioritariamente ao bilionário israelita Idan Ofer.
Rio Ave está na órbita do grego Evangelos Marinakis.
Vitória SC na da V Sports — uma holding fundada em 2018 como NSWE, detida conjuntamente pelo americano Wes Edens e pelo egípcio Nassef Sawiris, com participação minoritária da firma de investimento americana Atairos — que terá já chegado aos 32%. Detém 100% do Aston Villa, 29% do Vitória SC e 25% do Real Unión.
SC Braga tem o Qatar Sports Investments com 29,6% — minoritária, sem controlo.
Alverca, Santa Clara, Feirense, Chaves e Penafiel completam um mapa que vai do Brasil à Nigéria e do México ao Golfo.

ADENDA: retificou-se a percentagem da Holdimo, de Álvaro Sobrinho, na Sporting SAD. De facto, chegou a deter praticamente 30% (29,85%), mas já não detém essa percentagem:
• até 2022: 29,85%;
• em 2022: diluída para 13,28%;
• em 2024: nova diluição para cerca de 9,9%, na sequência da conversão de VMOC e do aumento da posição do Sporting CP na SAD.
Note-se que a queda não corresponde a qualquer desinvestimento: a Holdimo mantém as mesmas 20 milhões de ações que sempre teve. O que mudou foi o capital social da SAD, que triplicou. Sobrinho perdeu “peso” sem vender um único título.