História) As automotoras elétricas das séries CP 2000, 2050 e 2080

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As automotoras elétricas das séries CP 2000, 2050 e 2080 entraram ao serviço da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses nas décadas de 50 e 60.

Em março de 1955, a CP adjudicou ao Groupement d`Étude et Electrification des Chemins de Fer en Monophasé 50 Hz – consórcio formado por várias empresas, tais como Alsthom, SFAC, Schindler, Siemens, AEG e Sorefame – a produção de material circulante e equipamentos para a eletrificação das linhas de Sintra e do Norte.

É neste contexto que surge a nova série CP 2000, formada por 25 automotoras elétricas com uma configuração de três carruagens cada e capacidade para circularem a uma velocidade máxima de 90 km/h. Produzidas, em 1956, pela antiga Sorefame na Amadora, esta nova frota de comboios representa um importante marco na história da ferrovia portuguesa - são primeiro material circulante automotor elétrico da CP.

À época, pretendia-se que a eletrificação da Linha de Sintra e da Linha do Norte, entre Lisboa e o Carregado estivesse concluída e pronta para a comemoração do centenário do caminho de ferro em Portugal, mas tal acabou por não suceder. A inauguração da tração elétrica nestes troços, bem como na Linha de Cintura, aconteceu apenas a 28 abril de 1957. O comboio inaugural era formado por duas unidades da série 2000 e levou a comitiva que fez parte da iniciativa, desde a Estação de Santa Apolónia até Sintra, antes de terminarem na Estação do Rossio. Ainda nesse dia, no Carregado, foi promovido um desfile de material circulante do qual fez parte as novas automotoras elétricas.

Entretanto, em 1962, a CP decidiu adquirir mais 24 automotoras elétricas à Sorefame, dando origem à nova série CP 2050. Quatro anos mais tarde é feita nova aquisição de 10 unidades e constituída a nova série 2080. Estes novos comboios da Companhia são praticamente idênticos aos da série CP 2000.

A carreira destas três séries de automotoras elétricas começa nos anos 50 e 60 e vai até meados dos anos 2000. A progressiva eletrificação da rede ferroviária e a chegada de novo material circulante automotor elétrico contribuíram para a diversificação da sua área geográfica e mais tarde para a perda de protagonismo. Além das linhas de Sintra, Cintura e Norte, asseguram diversas ligações nos suburbanos de Coimbra e Porto. Já no final da sua extensa carreira, circularam na Linha da Beira Alta. Saíram definitivamente de serviço em 2005.

Atualmente, e no âmbito do plano de recuperação de material circulante da CP, estão a ser recuperadas as unidades 2064 e 2086.

Fonte : CP, Comboios de Portugal)