Murió el hombre que hizo célebre la frase de "a culpa não pode morrer solteira"

Guterres, Sampaio y Jorge Coelho, en un viejo recorte del Jornal de Notícias. Eran otros tiempos... - 

H
ondo pesar en Portugal por la muerte ayer del ex ministro y destacado dirigente socialista, Jorge Coelho. A edad inesperada, Coelho parte para el más allá y deja con su fallecimiento muchos recuerdos, los de un político que merecía a pena, dialogante, capaz de tender puentes con los adversarios; con una enorme honestidad no fácil de hallar entre quienes se dedican a la cuestión pública.

En la hora de su adiós, Coelho deja el imborrable recuerdo de cómo a las pocas horas de la tragedia de Castelo de Paiva (cuando un puente se vino abajo y fallecieron numerosas personas) convocó una rueda de prensa y asumiendo inmediatamente responsabilidades políticas presentó su dimisión como ministro (que lo había sido en dos legislaturas) a las órdenes del hoy secretario general de la ONU, Antonio Guterres.

Las portadas de la prensa portuguesa de hoy nos dan idea del impacto causado por la muerte del para siempre inolvidable Jorge Coelho, un ejemplo de rectitud y decencia política.

Quando em 2001 se deu a tragédia de Entre-os-Rios, Jorge Coelho era "Ministro da Tutela" e de seguida fez aquilo que nunca ninguém fez na Península Ibérica :demitiu-se (sem ter culpa directa na queda da ponte), proferindo a famosa frase "a culpa não pode morrer solteira". Foi uma grande lição que poucos aprenderam ... Foi um acto de dignidade. Foi um bom Socialista. Paz a sua alma.

O ex-ministro socialista Jorge Coelho morreu esta quarta-feira, vítima de um AVC. Tinha 66 anos.

De acordo com a PSP de Coimbra, Jorge Coelho teve um AVC quando visitava uma residência na zona turística da Figueira da Foz.
De acordo com Jody Rato, comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, "a senhora que estava com ele ligou para o 112 e quando a nossa equipa chegou ao local ele estava em paragem cardiorrespiratória. Foram feitas manobras de reanimação mas não foi possível reverter a situação", adiantou o comandante à agencia Lusa.
O alerta foi dado pelas 17.25 horas desta quarta-feira. O óbito foi declarado no local.

Nascido em 17 de julho de 1954, em Mangualde, distrito de Viseu, Jorge Coelho era actualmente empresário, mas continuou sempre a acompanhar a atividade política, como comentador de programas como a Quadratura do Círculo, na SIC Notícias e TSF, mas também como cidadão.

O histórico socialista foi ministro nos dois governos de António Guterres (foi ministro Adjunto, ministro da Administração Interna; ministro da Presidência e do Equipamento Social). Em 2001, quando a ponte de Entre-os-Rios desabou, vitimando 59 pessoas. Jorge Coelho demitiu-se na sequência do acidente, declarando que "a culpa não pode morrer solteira" e que não ficaria bem com a própria consciência se não o fizesse.

Nos últimos anos dedicou-se à gestão de empresas, tendo sido CEO da Mota-Engil. Mais recentemente tinha lançado um projeto de produção de queijos em Mangualde, distrito de Viseu, de onde é natural.

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