Metro do Porto) Desenho da linha Casa da Música/Santo Ovídio já está a concurso




Um dos pontos essenciais do plano da terceira fase de expansão da rede do Metro reside na criação de uma nova ligação a unir os concelhos do Porto e de Gaia. Aquela que é informalmente conhecida como a “segunda linha de Gaia” vai desde a estação da Casa da Música até à estação de Santo Ovídio, desenhando uma circular Sul. O concurso para a elaboração do projecto desta linha foi lançado esta semana lançado e publicado em Diário da República, tendo um preço de referência de 4,8 milhões de euros. O prazo para apresentação de propostas decorre até 7 de Junho. Este é mais um passo decisivo para a materialização desta linha que, recorde-se, representa um investimento estimado em 299 milhões de euros, totalmente financiados pelo PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), e será executada entre 2023 e 2026.

A obra vai proporcionar, entre outras vantagens, o alívio da Linha Amarela – a mais concorrida do Metro. Para tal, serão criadas seis novas estações: Campo Alegre, Arrábida, Candal, Rotunda VL8, Devesas e Soares dos Reis. No seu conjunto, o percurso terá uma extensão superior a seis quilómetros. Prevê-se ainda que esta linha venha a conseguir atrair para a rede uma média diária de cerca de 325 mil clientes (quase 120 milhões por ano).

A concretização do projecto pressupõe, ao mesmo tempo, a construção de uma nova ponte sobre o Douro, num investimento de 50 milhões de euros. Esta ponte fará a ligação entre o Campo Alegre e o Candal e localizar-se-á a cerca de 500 metros a nascente da Ponte da Arrábida, e servirá apenas o Metro e a circulação pedonal. Para este desafio de cariz internacional, cujo concurso de ideias está em marcha, a Metro do Porto tem vindo a registar o envolvimento de muitos dos melhores projectistas de pontes de todo o mundo.

Os trabalhos com vista à elaboração de toda esta empreitada (nova linha e nova ponte), iniciar-se-ão em 2023 e serão concluídos no ano de 2026. Recorde-se que a obra foi incluída pelo Governo como parte do Plano de Recuperação e Resiliência, o que comprova a sua importância estratégica não só para a Área Metropolitana do Porto, como para todo o país.

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