8 eurodiputados españoles y portugueses dicen a Sánchez y a Costa que lo de la frontera no puede seguir así...

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Un grupo de ocho eurodiputados instaron este sábado por carta a los gobiernos de España y Portugal a relajar las restricciones de movilidad en la frontera hispanolusa en Galicia, que, aseguran, perjudican a más de 12.000 trabajadores transfronterizos y a los transportistas que la tienen que cruzar cada día. Enviaron una carta al presidente del Gobierno español, Pedro Sánchez, y al primer ministro de Portugal, António Costa


En una carta dirigida al presidente del Gobierno español, Pedro Sánchez, y al primer ministro de Portugal, António Costa, los diputados señalan que sólo dos de los 27 pasos fronterizos entre España y Portugal están abiertos de manera continuada, mientras que otros "solo abren unas horas al día, e incluso algunos como el puente entre Tomiño y Vilanova da Cerveira está permanentemente cerrado".

Esta situación obliga a las personas que cruzan la frontera para trabajar y a los transportistas a "recorrer muchos kilómetros de rodeos y a soportar largas colas de varias horas en los pasos transfronterizos”, señaló el Partido Popular (PP) en un comunicado.

“Es necesario que los gobiernos español y portugués abran el máximo número de pasos transfronterizos durante el mayor número de horas posibles, incluyendo muy especialmente el paso entre Tomiño y Vilanova da Cerveira”, afirman.

La carta está firmada por los eurodiputados gallegos Francisco Millán Mon (PP) y Adrián Vázquez (Ciudadanos) y otros seis eurodiputados portugueses, así como por la portavoz del Bloque Nacionalista Galego (BNG) en Europa, Ana Miranda, quien no es europarlamentaria.

Los diputados también piden a ambos gobiernos que empleen el Fondo de Solidaridad de la Unión Europea (UE) para "compensar las pérdidas sufridas por la Eurorregión Galicia-Norte de Portugal".

Em missiva enviada aos chefes de Governo António Costa e Pedro Sánchez, eurodeputados daqueles dois países vizinhos apontam "o caos nas fronteiras da Eurorregião Galiza-Norte de Portugal", onde, dizem, há "mais de 12.000 trabalhadores afetados nas deslocações diárias entre local de trabalho e casa numa das "regiões transfronteiriças mais dinâmicas em toda a União Europeia"

Segundo um comunicado do PSD, a iniciativa lançada pelos eurodeputados José Manuel Fernandes e Francisco Millán Mon é subscrita por todos os eurodeputados eleitos pelo Partido Social Democrata (PSD).

Os subscritores da carta pedem que António Costa e Pedro Sánchez "voltem a refletir sobre as restrições que impuseram nas fronteiras entre a Galiza e o Norte de Portugal e envidem esforços no sentido da sua flexibilização, tendo em especial consideração os interesses dos trabalhadores transfronteiriços", que diariamente necessitam de atravessar aquela fronteira a norte.
Segundo os autores da iniciativa, a própria Comissão Europeia recorda que, na Eurorregião Galiza/Norte de Portugal, existem três Agrupamentos Europeus de Cooperação Territorial (AECT) e quatro Eurocidades, o "que demonstra a permeabilidade e a interligação entre estes territórios e dá uma ideia das perturbações sociais e económicas que podem advir de qualquer encerramento da fronteira".

Os eurodeputados assinalam que, atualmente, dos 27 pontos de passagem fronteiriços entre a Galiza e o Norte de Portugal, apenas dois estão abertos de forma permanente: a ponte internacional de Tui-Valença e a travessia em Chaves-Verín.

"Outros pontos de passagem, como Arbo-Melgaço ou Salvaterra-Monção, abrem algumas horas por dia, mas não de forma contínua. A ponte entre Tomiño e Vila Nova de Cerveira está completamente fechada ao trânsito", observam.

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