Devagar, devagarinho

 

Y al final del día, justo un año después de haber comenzado el tiempo del Covid en Portugal... ¿qué piensan los del Jornal de Noticias?. Veamos la postal que desde su Redacción nos envían...


Salomé Filipe
Devagar, devagarinho

Assinala-se hoje um ano desde o início da pandemia, no nosso país. Os números continuam bem mais baixos do que estavam há umas semanas. Já só três concelhos estão em risco extremo de transmissão e os novos casos regressaram aos níveis de setembro. A situação parece, aos poucos, devagar, devagarinho, estar a caminhar para a estabilidade. E mais de 265 mil portugueses já receberam as duas doses da vacina. Um caminho lento, mas esperançoso, visto que lá fora, no Reino Unido, a vacinação dá mostras, aparentemente, de estar a resultar.

Foi ao final da tarde desta terça-feira que se soube que 3% da população portuguesa já está vacinada contra a covid-19, segundo a Direção-Geral da Saúde. O número parece baixo, se olharmos pelo lado oposto: ainda falta vacinar 97% dos portugueses. E se pensarmos, também, nas muitas questões ainda por responder. Quando é que chegam mais vacinas? Quando é que, em determinado concelho, as pessoas começam a ser vacinadas, se no município vizinhos já estão a ser? Quando chega a "minha" vez de receber o ansiado fármaco?

Continua a existir uma aparente falta de rumo (ou de comunicação), que salta mais à vista em alguns concelhos do que noutros. Mas cabe a cada um escolher ver, de forma global, o copo meio cheio ou meio vazio, tendo como certo, contudo, que a vacinação está a avançar. Devagar, devagarinho, mas está. E isso, no dia em que se assinala um ano desde o início da pandemia em Portugal, só pode significar esperança. Principalmente quando, do Reino Unido, nos chegam notícias de que o fármaco começa a surtir efeito, espelhado no decréscimo do número de mortes registadas. Por cá, os números regressaram aos níveis do final do verão. Houve mais 38 mortes, nas últimas 24 horas, e 621 novos infetados. Por outro lado, contabilizam-se menos 170 internados.

Ainda no que diz respeito ao novo (que já cheira a velho) coronavírus, há a reter, no dia de hoje, que a situação nas prisões "está controlada", sem novos surtos, de acordo com informação divulgada pela ministra da Justiça, Francisca Van Dunem. Mas, "cá fora", o controlo ainda está longe do desejável, até porque, todos os dias, continuam a ser detetadas situações ilegais, de ajuntamentos e de incumprimento do dever de recolhimento domiciliário, potenciais focos de disseminação da covid-19. Aconteceu, por exemplo, em Chaves, com a GNR a ter que identificar 14 homens a treinar cães e a conviver na rua.

De resto, apesar de não parecer, nem tudo gira em torno da pandemia. E, esta terça-feira, há a lamentar a morte de um homem, em Tabuaço, após um despiste seguido de uma queda numa ribanceira, tal como os ferimentos que um jovem sofreu, em Cabeceiras de Bastos, depois de ter ficado com a perna presa na fresa de um trator.

Um ano depois, a vida continua a avançar, ainda que, aparentemente, de forma diferente. Continua-se à espera do dia do ansiado desconfinamento, uma palavra que tornou aliada da esperança, quando há um ano nem sabíamos, na prática, o que era confinar. Continua-se à espera do futuro, quando já começa a ser difícil lembrarmo-nos de como foi um passado sem um vírus à solta. Uma coisa é certa: venha o desconfinamento quando vier, esse sim, ao contrário do processo de vacinação, vai ter que ser feito devagar, devagarinho.

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