Associação Vale d’Ouro participa na discussão pública do Plano de Recuperação e Resiliência em defesa da Linha do Douro

Em linha com as posições anteriormente assumidas, instituição considera que o investimento na Linha do Douro é determinante para a região e para o país.

A Associação Vale d’Ouro foi uma das entidades que, na região do Douro, participou no procedimento de consulta pública em curso referente ao Plano de Recuperação e Resiliência proposto pelo Governo. Na exposição apresentada, a Associação Vale d’Ouro defende o investimento na linha do Douro como o motor de recuperação da economia na região e uma ferramenta que permitirá alcançar maior resiliência a desafios futuros.

Desde 2018 que a Associação Vale d’Ouro, altura em que promoveu o “Grande Debate do Douro: a Linha do Douro um futuro que tarda”, que esta instituição tem estado atenta ao futuro do eixo ferroviário que liga Porto ao Pocinho mas que no passado seguia até Salamanca, via Barca d’Alva. Num momento em que o Governo prepara um conjunto de investimentos e reformas com vista a dotar o país de maior resiliência, a Associação Vale d’Ouro entendeu ser o momento de reforçar a posição sobre um investimento que considera estratégico na região mas também no país.

Luís Almeida, presidente da Direção da Associação Vale d’Ouro, refere que há um conjunto de investimentos necessários na região e que se alinham com os pressupostos definidos pelo Governo e pela União Europeia para este plano, mas que não constam do documento em discussão pública: “o interior – sei que muita gente não gosta da palavra, mas ela tem que ser usada – parece estar fora deste plano. São necessários muitos investimentos que reequilibrariam o país tornando-o mais competitivo e, naturalmente, mais resiliente, contudo o foco não parece estar centrado na dotação de iguais oportunidades para todo o território”.

No que toca à Linha do Douro considera inexplicável que esteja fora do plano: “por todo o documento são feitas diversas referências à necessidade da coesão territorial e estímulo das ligações transfronteiriças. A linha do Douro é dos investimentos que melhor se enquadra nestes dois objetivos e que mais valor pode gerar e consequentemente unir o território, torná-lo competitivo e, conforme pretende o plano, resiliente. É tão estranho que não faça parte deste plano”. Conclui referindo que a Linha do Douro em pleno funcionamento até Salamanca contribui para a recuperação económica pelo facto de estimular toda uma região que abrange o norte do país e para a resiliência da região e do país já que se constituiria como reforço da rede ferroviária nacional e promoveria novas e diversificadas oportunidades de negócio para a região, para o turismo, para o Porto de Leixões e mesmo para os operadores ferroviários.

A participação da Associação Vale d’Ouro poderá ser integralmente consultado na página da instituição em www.associacaovaledouro.pt mas também aquí, no RÍAS BAIXAS TRIBUNA.



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