"A competitividade interna", una oportuna reflexión del profesor Costa

O Braga já está na final da Taça. 9 finais em 11 temporadas... O Braga é grande!



Otro análisis del profesor Costa, otro certero análisis, cabría precisar. António Costa aborda un asunto trascendente...

A competitividade interna

Por ANTÓNIO COSTA

O dedo apontado à competitividade interna, ou à falta dela, foi feito por André Horta, depois do jogo de Roma, quando constatou um facto já muitas vezes falado, mas sem quaisquer consequências positivas, no panorama futebolístico nacional.

A desigualdade financeira entre clubes é demasiado evidente, criando um fosso a esse nível cada vez maior entre eles, que depois se reflete na construção de plantéis, em que uns gastam “tostões” e outros gastam muitos “milhões”, sendo forçados a disputarem as mesmas competições.

O governo aprovou, finalmente, a centralização de direitos televisivos, mas para entrar em vigor em 2027/2028. Muito tarde, diria eu, pois a medida é urgente e este distanciamento no tempo é surreal.

Outro fator que acentua o desnivelamento de vários jogos é o que diz respeito aos empréstimos de jogadores a outros clubes, que condicionam a disponibilidade de forças das outras equipas de igual modo contra todos os adversários, o que fere desde logo a verdade desportiva. Era preferível haver uma limitação de contratações na construção dos plantéis, evitando que alguns clubes sequem tudo à sua volta, inflacionando o custo dos atletas, e viabilizando nos clubes de menores recursos a criação de uma salutar independência.

Em Portugal, os treinadores em geral negam a disponibilidade para disputar os jogos, sempre em busca do ponto ou de uma vitória que resulte do erro adversário, porque trabalham em permanência debaixo de “chicote”, que estala ao fim de alguns resultados negativos, dando origem à famigerada chicotada psicológica. Os treinadores defendem o seu emprego, porque os projetos desportivos deste país são mera retórica sem sentido, que se desmoronam nas primeiras adversidades.

Em Portugal descer de divisão é um drama, porque as receitas, que já não eram muitas, diminuem drasticamente, em comparação com o exemplo inglês, em que uma equipa que desce recebe bastante dinheiro, de modo a reorganizar-se e lutar pelo regresso. Grandes diferenças, de facto.

Nas competições internacionais a diferença competitiva é enorme e ficou bem evidente nas eliminações do SC Braga, frente à AS Roma, e do Benfica, frente ao Arsenal, que até está longe dos tempos áureos.

É com tristeza que constato que as entidades responsáveis portuguesas nada fazem para alterar o rumo do futebol português, que caminha alegremente em direção ao abismo, se nada for feito urgentemente, condicionadas pelo colete de forças colocadas pelos três autoproclamados grandes, que impedem o seu desenvolvimento, porque cada um olha para o seu umbigo e ver para além disto exige um esforço muito grande aos dirigentes desse trio clubes.

Uma nota final para o relvado, onde o SC Braga chegou ao segundo lugar, depois de vencer na Choupana, onde o resultado “magro” podia ter sido “gordo”, e onde o nome de Abel Ruiz se destacou pela positiva, mesmo com algum azar à mistura na finalização. 

Já na Taça de Portugal, os Gverreiros do Minho foram valentes e “11 contra 11” deram um festival de bola no Dragão, chegando a 3-0. Depois, a expulsão discutível de Borja obrigou a um jogo de sofrimento, mas a vitória é justa e leva os minhotos ao Jamor, cinco anos depois.

Parabéns, SC Braga.

O professor Costa.


No hay comentarios:

Publicar un comentario

Nota: solo los miembros de este blog pueden publicar comentarios.