La maldita Covid también se lleva al carismático Sir Tom Moore

Desde la Redacción del Jornal de Notícias, de Porto, Miguel Amorím nos contaban esta pasada noche cómo se sentían allí por la muerte de Sir Tom Moore. Era una especie de crónica resumen de una jornada triste, otra más, que queda atrás... en donde la porquería esta de la Covid se sigue llevando vidas y vidas, algunas de personajes tan populares y queridos como Sir Tom Moore...


Miguel Amorim
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Adeus Sir Tom Moore,
o Mundo fica mais triste


Tom Moore deixou-nos. Mais uma vítima de covid. Mas afinal quem era Sir Tom Moore e qual a sua importância? O inglês saltou para a ribalta ao dar 100 voltas em torno do jardim de casa, no dia seu 100º aniversário, arrecadando com o desafio 37 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde britânico, muito acima dos 1128 euros a que se tinha proposto. Esta terça-feira, a pandemia, contra a qual ajudou a lutar, aliada a uma pneumonia, derrotaram-no. Sem o velhinho herói, o mundo fica ainda mais triste.

Via TV, as imagens entraram-nos pelas casas dentro. A custo e com o auxílio de um andarilho, mas sem perder o bom humor, o veterano da Segunda Guerra Mundial deslizava pelo relvado da sua moradia, com cada voltinha a reverter milhares de libras para o Serviço de Saúde. Com este gesto, caiu no goto dos britânicos e da população mundial. Foi irresistível. Estávamos em abril de 2020, a pandemia já tinha feito muitas vítimas, mas o seu contributo era um sinal de esperança.

Em vida, Tom Moore foi promovido a capitão quando se encontrava na Índia e em Myanmar. Seria ordenado cavaleiro pela rainha Isabel II, em julho último, precisamente pelo esforço na angariação de fundos. Domingo passado acabou por ser internado num hospital, com pneumonia e após ter testado positivo à covid. Era tão estimado no seu país que mereceu a atenção do primeiro-ministro. "Inspirou a nação inteira e sei que estamos todos a desejar uma recuperação total", escreveu Boris Johnson.

O desenlace mais indesejado chegou ao conhecimento de todos através das filhas: "É com grande tristeza que anunciamos a morte do nosso querido pai, o Capitão Sir Tom Moore. Sentimo-nos muito gratos por estarmos com ele nas últimas horas da sua vida; Hannah, Benjie e Georgia à cabeceira da cama e Lucy através do FaceTime".

O coronavírus trocou as voltas ao planeta e não pára de causar estragos. As alterações são de vária ordem. Portugal, no olho do furacão pela má resposta ao surto pandémico, viu confirmada as mexidas no calendário escolar. Não haverá pausa no Carnaval e as férias da Páscoa foram encurtadas. As aulas à distância começam no próximo dia 8.

Até o processo de vacinação, que devia seguir o seu caminho, tranquilo e sem atropelos, dá que falar. Tem sido polémica atrás de polémica. Infelizmente, ameaçam ser incontáveis. Entre as demissões, há a juntar a da diretora do serviço de Farmácia do Centro Hospitalar do Tâmega, após uma falha na utilização do sistema de refrigeração ter danificado 113 frascos de vacinas contra a covid, que dariam para 600 profissionais.

Outro assunto que promete fazer correr imensa tinta, para além do muito que já se disse e escreveu, é o do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Esta terça-feira, no início do julgamento, os três inspetores do SEF acusados de terem matado à pancada Ihor Homeniuk, garantiram, em tribunal, que, quando entraram na sala onde o ucraniano morreu, já este estava, para sua surpresa, manietado. E asseguraram que nunca lhe bateram.

Lá fora, no desporto, estalou o verniz entre a direção do Marselha e André Villas-Boas. Depois de o treinador se ter insurgido contra a contratação do jogador Ntcham, o clube comunicou o despedimento, por considerar inaceitável o comportamento do português, que havia criticado a política desportiva dos franceses. No campo, os resultados não estavam a ajudar, pelo que este era um desfecho previsível.

Sir Tom Moore (d.e.p.)



 

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