Están hartos : rebelión en toda regla en Ponte da Barca contra el cierre intransigente de su frontera


Hartos de que no les oigan en Lisboa, hartos de que les atropellen con un cierre de fronteras que, en su caso (la frontera de A Madalena), no disponga ni de unas horas para poder cruzar por allí en caso de una urgencia, obligándoles a un larguísimo desplazamiento para acceder a otro puesto fronterizo... los vecinos de la zona de Ponte da Barca se han tomado la justicia por su mano y han derribado vallas y obstáculos colocados por la policía de fronteras portuguesa en su zona fronteriza. Se veía venir que un día pasaría algo así... hay un profundo malestar en muchas zonas, entre ellas esta, de la raia galego-portuguesa. "Precisamos ir a la zona de Ourense a buscar alimento para los animales y... nos obligan a dar la vuelta por una burrada de kilómetros hasta Valença do Minho para cruzar por allí y luego otros cien kilómetros hasta la zona fronteriza de Ourense...", dicen los vecinos de la zona alta de Ponte da Barca, fronteriza con O Entrimo y Lobios...  "Estamos hartos, hace un año con el otro cierre de fronteras ya aguantamos lo indecible, ahora otra vez... no tenemos  dinero para estar gastándolo en combustible para los coches y camionetas ir dando la vuelta tan lejos... No tiene ni pies ni cabeza; solo queremos cruzar para casos de absoluta necesidad y laborales; nos condenan a mal vivir así; no pretendemos irnos de fiesta, ni de turismo; pretendemos que quien lo necesita no tenga que ir muy lejos de aquí, en un viaje enorme, con gastos de combustibles y costes de comprar en otro lugar donde, a lo mejor, no tienen lo que habitualmente en estas épocas compramos para nuestros ganados...", explican a RÍASBAIXASTRIBUNA vecinos de Lindoso y Britelo,  en la zona alta de Ponte da Barca, por donde va la carretera hacia la frontera, camino de las tierras de Ourense.

Jornal de Notícias, de Porto, adelantó este domingo por la tarde que ...

A Câmara Municipal de Ponte da Barca levantou as barreiras da fronteira da Madalena, Lindoso, em protesto contra o encerramento daquele ponto de passagem. A ação simbólica, já que a passagem continua bloqueada por enormes blocos de proteção colocados pela Infraestruturas de Portugal (IP), foi anunciada por aquela autarquia na sua página de Facebook.

O autarca Augusto Marinho, membros do executivo, presidentes de junta de freguesia, empresários e trabalhadores transfronteiriços, afetados pelo fecho das fronteiras, estiveram no local. E reclamaram "a abertura imediata" daquela fronteira.

"Esta situação é insustentável pois as empresas com transações internacionais estão a ser imensamente afetadas com o aumento dos custos inerentes ao crescimento das distâncias percorridas", declarou Augusto Marinho, referindo que aquela fronteira "não tem nenhuma alternativa viável e os trabalhadores estão neste momento a fazer os antigos trilhos do contrabando, sendo estes caminhos perigosos e sem sinalização, colocando assim em risco a sua segurança".

Acrescentou ainda que, com o encerramento daquela passagem, "os trabalhadores transfronteiriços são obrigados a percorrer mais cerca de 500 km por dia". A autarquia retirou todo o material que fecha a fronteira.

"Deixo aqui um forte apelo ao senhor Presidente da República para que olhe para a situação deste posto transfronteiriço. Bem sei que é pedir um esforço adicional de meios humanos, mas nós necessitamos de viver", afirmou.

Na sexta-feira, o Ministério da Administração Interna (MAI) informou que o controlo de pessoas nas fronteiras entre Portugal e Espanha vai manter-se até 1 de março devido à pandemia de covid-19, passando a existir a partir de segunda-feira mais dois Pontos de Passagem Autorizados (PPA), em Melgaço e Montalegre.

"Fui surpreendido com o facto de esta fronteira não reabrir. É inaceitável, não existe alternativa viável [...]. Manter esta fronteira encerrada é um grande erro e uma grande injustiça, só quem não conhece a dinâmica desta fronteira ou faz uma gestão político-partidária - que quero acreditar que não seja o caso - é que toma a decisão de manter encerrada uma fronteira com o movimento que tem, quer ao nível de trabalhadores transfronteiriços, quer ao nível da intensa atividade de transporte de mercadorias", defendeu, durante a ação, acompanhada à distância pela GNR.

O autarca social-democrata explicou que um trabalhador do concelho que até agora tinha de percorrer apenas 10 quilómetros para trabalhar do outro lado, em Lobios, na Galiza, tem agora de percorrer quase 400 quilómetros.

"É inviável. A falta de alternativa justifica que as pessoas se aventurem por estes montes e um dia mais tarde podermos estar aqui a fazer reportagem - Deus queira que não - de algum desaparecido ou outro desfecho. Não necessitamos de chegar a esse ponto", apelou.

Augusto Marinho disse ter tido conhecimento do caso de um trabalhador que, num dia de muita chuva, em que um pequeno ribeiro ficou com o caudal mais elevado, caiu enquanto percorria um trilho: "Foi a pronta intervenção dos seus colegas, que permitiu que não houvesse um desfecho fatídico. São situações preocupantes como esta que têm de ser analisadas", insistiu.
É fundamental que o governo ouça as autoridades locais.
É fundamental que o governo ajuste as medidas que tomou, revertendo aquelas em que a relação custo/benefício não as justifique. É fundamental que o governo crie confiança nos cidadãos. É fundamental que o governo nos dê esperança. É fundamental que o governo nos faça crer que os sacrifícios não foram em vão. Caso contrário há muitos atrás da porta, à espera que o povo desespere, para lhe acenar com um novo Salazar...
(José Nunes)

Operario de la Câmara de Ponte da Barca, arrancando hoy las vallas... (Redes sociales

 



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