"E depois da perda". Otro análisis del profesor Costa sobre la actualidad del Braga

Por ANTÓNIO COSTA.

A página da Taça da Liga já foi virada, porque neste calendário desportivo do SC Braga não há tempo para grandes lamentações ou para festejos adicionais. Assim, e depois da perda do troféu, a vida continua e a época desportiva também.

Nos tempos que antecederam a fase final da Taça da Liga, foi miserável a campanha negativa da imprensa em torno de Paulinho e da sua saída, anunciada vezes sem conta. O SC Braga não podia reagir a cada investida que algum baixo jornalismo tinha, como seria desejos dos adeptos. Não se pode banalizar a reação oficial do clube, sob pena de diminuir a sua relevância.

A esses “jornalistas” e “paineleiros” dedico este espaço, na esperança de que um dia possam ser melhores pessoas. Mas seria importante que estas situações de assédio vergonhoso fossem acauteladas pelas entidades responsáveis, de modo a não se repetirem no futuro.

A perda da Taça da Liga foi injusta, com o treinador vencedor a fazer novamente uso da sua incrível sorte. Mas quem se fia demasiado na sorte deve admitir que ela acabe um dia. É o que espero no atual campeão de inverno. A final foi disputada num terreno miserável, debaixo de intempérie na primeira parte e com o golo que decidiu a sair de mais um lance mal avaliado pelo árbitro. Sinceramente, há carreiras de sucesso de alguns árbitros que me deixam intrigado, porque a respetiva (in)competência em nada o justifica.

O ciclo intenso de jogos continua, com desvantagem bracarense, que vê os adversários com mais tempo para preparar os jogos. Isto não desculpa alguns jogos menos conseguidos, mas ajuda a perceber. Na ótica do adepto os jogos são sempre para ganhar e, por vezes, a emoção sobrepõe-se à razão, compreensivelmente diria eu, na análise aos jogos e aos resultados obtidos. Para finalizar este tema, penso que foi uma oportunidade perdida de acrescentar um troféu ao museu do clube, ainda que a postura séria da equipa tenha deixado orgulhosos os adeptos.

Sem tempo, nem espaço, para lamentações, seguiu-se o Gil Vicente na Pedreira, num dérbi que antevia dificuldades. Ciente do alucinante ciclo de jogos que se segue, Carlos Carvalhal mudou oito jogadores em relação ao onze da final de Leiria, pelo que o jogo foi muito difícil, bastante fechado e só seria desbloqueado já depois do minuto setenta, por Iuri Medeiros, que desse modo ofereceu três pontos “espetaculares” à equipa, como considerou o treinador no final do jogo, que mantêm os Gverreiros do Minho a olhar para cima na tabela classificativa, mantendo a ambição de lutar pela integração do pódio final.

Esta sexta-feira há jogo muito importante, de novo em Braga, para a Taça de Portugal, frente ao Santa Clara. Além da importância inequívoca de vencer, para seguir em frente na competição, na mente de todos ainda está aquela derrota fortuita e, quiçá, imerecida para a liga, frente aos açorianos, que urge reparar, dentro do possível.

Assim, espero uma equipa competente, dentro da gestão mais conveniente que o treinador terá de fazer, sendo tempo de todos os jogadores do plantel dizerem que se pode contar com eles a sério.

António Costa


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