"A Taça FPF como troféu oficial". El profesor Costa reivindica se otorgue al Braga lo que es del Braga...

En el acreditado portal deportivo en Internet, ZeroZero, cada semana escribe el profesor António Costa, socio y adepto contra viento y marea del Sporting Clube de Braga, además de un magnífico profesor de enseñanzas medias, personaje culto y afable, al que  mucho apreciamos desde hace ya casi tres lustros. Como antaño en "O Minho Desportivo" y en "Record", leemos a nuestro António Costa cada semana en ZeroZero, donde muestra su indudable amor al Braga, manifestado al lado de razonamientos sensatos y no exentos de lógica y bases fundadas. Tomamos buena nota de lo que dice y, con la debida venia, posteriormente, hacemos presentes sus apontamentos en el apartado de Ocio / Deportes / Sporting de Braga de RBT.

O SÍTIO DOS GVERREIROS
António Costa

"O sítio dos Gverreiros” é uma coluna de opinião do zerozero.pt, de assuntos relativos ao SC Braga, na perspetiva de um olhar de adepto braguista, com o sentido crítico necessário, em busca de uma verdade externa ao sistema.


O SC Braga venceu, de forma brilhante, a Taça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) da época de 1976/1977.

Esta competição existiu apenas naquela época desportiva e tinha um formato semelhante à atual Taça da Liga, com exceção desta temporada em que a pandemia forçou à apresentação de novo formato. Assim, houve uma fase de grupos, cujos vencedores foram o SC Braga, no grupo A, o FC Porto, no grupo B, o Estoril, no grupo C, e o Atlético, no grupo D. Curiosamente, o Estoril tinha no seu grupo o Benfica, o Sporting e o Belenenses, adversários de peso que valorizam o apuramento da equipa canarinha, onde pontificavam, entre outros nomes importantes, Fernando Santos (atual selecionador nacional) e o “bom gigante” José Torres.

No grupo A, os arsenalistas ficaram em primeiro lugar, com 9 pontos, numa altura em que cada vitória valia apenas 2 pontos. Para isso, a formação bracarense perdeu um jogo no terreno do Varzim, empatou em casa frente ao eterno rival V. Guimarães, tendo vencido os seguintes jogos: em Guimarães por 1-0, no Leixões por 3-0, em casa frente ao Leixões por 6-0 e ao Varzim por 3-0. Foram estes resultados que garantiram o primeiro lugar, com 13 golos marcados e 2 sofridos, que valeu o apuramento para as meias-finais, onde encontrou o Porto e onde o triunfo por 3-1 valeu a presença na final, frente ao Estoril, que vencera o Atlético por 2-1. A grande final, disputada em Coimbra, acabou com a vitória por 2-0 a favor do SC Braga, com os golos a serem obtidos por Carlos Garcia e Caio Cambalhota. Estava encontrado, com brilho, o vencedor da competição, que seria descontinuada.

A conquista da Taça FPF tem de constar do palmarés oficial do Sporting Clube de Braga, pois a FPF tem a obrigação de reconhecer uma competição que foi organizada por si.

O SC Braga tem por obrigação exigir a reposição, ainda que tardia, da verdade, pedindo o reconhecimento do triunfo na competição, que seria única, uma vez que não voltou a realizar-se naqueles moldes e com aquela organização. Aliás, o Sporting Clube de Braga é a única equipa portuguesa a ter vencido a Taça FPF, a nível nacional, e a Taça Intertoto, a nível internacional, na sua última edição em 2008/2009, organizada pela UEFA.

Por tudo que referi acima, é urgente validar a conquista da Taça FPF como troféu oficial.

Os Gverreiros do Minho regressaram aos trabalhos tendo em vista a próxima época, com a realização dos testes médicos. Com Carlos Carvalhal ao leme os objetivos estão bem definidos e vencer o “próximo jogo” será, em permanência, a ambição do grupo.

O internacional argentino Nico Gaitán já foi apresentado em Braga, através de um dos vídeos mais criativos de que há memória, à altura da fama que o jogador possui e de quem os braguistas muito esperam. O reforço, proveniente do país das pampas, vai usar o número 10. Gaitán tem um percurso notável, apesar da última época não ter sido muito feliz em França, ao serviço do Lille, e surge em Braga disposto a relançar a sua carreira, ajudando a equipa a atingir os objetivos definidos.

A apresentação do craque argentino, a quem os braguistas anseiam ver num nível elevado, mostrou que o bom nível do departamento de comunicação do SC Braga não desapareceu, apesar da saída o anterior responsável André Viana, que foi substituído no cargo por Alexandre Carvalho, de quem se espera um desempenho meritório, capaz de manter ou mesmo subir o patamar anterior. O trabalho articulado entre os departamentos de marketing e de comunicação, visível quer na apresentação dos equipamentos, quer na apresentação de Nico Gaitán, pode resultar numa profícua divulgação do clube, da sua marca e dos seus produtos, como atesta o enorme número de visualizações do vídeo de apresentação do novo “camisola 10” dos Gverreiros do Minho.

Esta mudança na ação, ou falta dela, no departamento de marketing era algo reclamado pelos sócios e adeptos braguistas, pelo que se deseja que os sinais vitais agora mostrados possam ter sequência no futuro. A título de exemplo digo que, na minha opinião, não é aceitável que as duas lojas do clube, tão perto fisicamente, não trabalhem de modo articulado e em permanente ligação virtual, ou que um artigo comprado numa loja não possa ter trocado na outra loja e vice-versa. Assim, o departamento de marketing, parado no tempo ao longo dos anos, tem um longo percurso a percorrer, com vista ser rentabilizada a sua existência. Mas gostei de ver alguns sinais de mudança, para melhor. 


El profesor Costa