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Con el alma dolorida de ver el "derby maior" sin adeptos en las gradas

En el acreditado portal deportivo en Internet, ZeroZero,  cada semana escribe el profesor António Costa , socio y adepto contra viento y mar...

En el acreditado portal deportivo en Internet, ZeroZero, cada semana escribe el profesor António Costa, socio y adepto contra viento y marea del Sporting Clube de Braga, además de un magnífico profesor de enseñanzas medias, personaje culto y afable, al que  mucho apreciamos desde hace ya casi tres lustros. Como antaño en "O Minho Desportivo" y en "Record", leemos a nuestro António Costa cada semana en ZeroZero, donde muestra su indudable amor al Braga, manifestado al lado de razonamientos sensatos y no exentos de lógica y bases fundadas. Tomamos buena nota de lo que dice y, con la debida venia, posteriormente, hacemos presentes sus apontamentos en el apartado de Ocio / Deportes / Sporting de Braga de RBT.
O SÍTIO DOS GVERREIROS
António Costa

"O sítio dos Gverreiros” é uma coluna de opinião do zerozero.pt, de assuntos relativos ao SC Braga, na perspetiva de um olhar de adepto braguista, com o sentido crítico necessário, em busca de uma verdade externa ao sistema.
O SC Braga e o Vitória de Guimarães disputaram, na Pedreira, um jogo sem adeptos, que fez doer a alma aos seguidores de ambos os clubes, neste dérbi maior, com características e rivalidades ancestrais únicas. Se o futebol em geral merece ter adeptos nas bancadas, uma vez que se trata de um espetáculo do povo que arrasta multidões, um jogo destes de bancadas vazias é um crime que fazem ao desporto-rei.

O jogo, ainda em modo de pré-época em andamento, apresentava duas equipas que chegavam ao seu quarto jogo depois da retoma competitiva sem conhecer o sabor da vitória, pelo que a ideia de o resultado importar muito mais do que a exibição tinha aqui um sentido acrescido.

O SC Braga surgiu em campo com o mesmo onze que empatara em Famalicão e onde merecia ter vencido, ao passo que os vimaranenses surgiam com quatro alterações, forçadas na sua maioria, em relação ao último jogo. Os treinadores apresentavam aquele que consideravam o melhor conjunto disponível, em função das ideias e opções de cada um. 
Ainda não tinha decorrido o primeiro minuto e os bracarenses já venciam, com um golo de Paulinho, que resultou de uma boa jogada coletiva e, algum tempo depois, desperdiçaram o segundo golo, quando Douglas deixou a baliza deserta à mercê de Ricardo Horta, mas que este não foi capaz de aproveitar. Porém, a primeira remontada surgia através dos golos de André André, na conversão de um pontapé de penalti, que resultou de um lance em que a sua matreirice chocou de frente com a abordagem infantil de André Horta no epílogo da jogada, e de Bruno Duarte, que com a cabeça levou a bola a embater no poste, para depois entrar. Antes do intervalo surgiria o golaço de Trincão, que vale a pena ver e rever vezes sem conta, e que correu mundo, tal foi a sua beleza. Foi uma primeira parte de luxo, do melhor que se viu nesta espécie de Liga que regressou em moldes estranhos e diferentes do que é habitual.

Ao intervalo Custódio trocou André Horta por Palhinha, o que trouxe maior equilíbrio à equipa, numa alteração que parecia fácil de adivinhar. A meio do segundo tempo surgiria um grande golo de Galeno, que valeu uma vitória muito importante e que coloca os Gverreiros do Minho no trilho da luta pelo terceiro lugar, mesmo depois de esbanjados alguns pontos de modo surpreendente, e afasta mais os vitorianos da luta europeia. Até ao fim os Conquistadores tentaram chegar ao empate, mas sem sucesso. Veremos se no futuro este triunfo tem o seguimento que os braguistas desejam.
"... no total das competições oficiais existem 56 vitórias bracarenses, 51 vimaranenses e, ainda, 20 empates".
A vitória do SC Braga traz uma curiosa igualdade nos dois eternos rivais ao nível da principal liga portuguesa, que noutros tempos teve nomes diferentes. Assim, ao fim de 122 jogos existem 16 empates e 48 triunfos para cada equipa. O desequilíbrio surge com as taças (Portugal, Liga e FPF), onde se registam 8 vitórias dos Gverreiros do Minho e 3 para os Conquistadores, além de 4 empates. Deste modo, no total das competições oficiais existem 56 vitórias bracarenses, 51 vimaranenses e, ainda, 20 empates. No entanto, nas últimas duas décadas a superioridade arsenalista é bem evidente e foi reforçada neste jogo. O meu obrigado ao braguista João Miguel Fernandes por ter partilhado estes dados, ele que é um verdadeiro mestre da estatística no que ao clube diz respeito.

O regresso dos adeptos aos estádios já esteve mais perto, pois este surto de infeções de COVID19 na região de Lisboa e Vale do Tejo parece imparável e reflete o comportamento irresponsável de muita gente, especialmente dos mais jovens, que foram um bom exemplo no início da pandemia. Esta fase parecia ser mais risonha do que se está a revelar para o país inteiro, que agora caminha a três velocidades no desconfinamento. 
Nesta altura começam a surgir dúvidas sobre se a fase final da Liga dos Campeões terá condições de realização, precisamente em Lisboa. Ainda na sequência desta onda crescente de contágios do vírus, a volta a Portugal em bicicleta já não se realizará na data prevista e há sérias dúvidas se não será mesmo cancelada.

A Liga portuguesa não para e a próxima jornada começa já este domingo e termina na quarta-feira. Pelo meio, o SC Braga tem um teste exigente no terreno do Rio Ave, na próxima terça-feira, ao fim da noite. Este jogo pode ser determinante para as aspirações do Rio Ave, em chegar à Europa, e para os bracarenses, na manutenção de uma luta difícil pela obtenção do terceiro lugar, que dará apuramento direto para a fase de grupos da próxima edição da Liga Europa.


El profesor Costa

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