Presidente del Braga : importante radiografía en tiempos de la peste...

El departamento de Marketing y Comunicación del Sporting Clube de Braga viene trabajando muy bien en estos tiempos de la peste del coronavirus. Inventa lo que sea menester, entrevistas telemáticas, conexiones a través de los modernos programas y redes sociales... De esta vez ha tocado el turno al presidente del club, quien ha despachado con notable soltura las diversas cuestiones de interés que le fueron planteadas por numerosos adeptos de la entidad.
Reproducimos a continuación lo contestado por Antonio Salvador.
Um Duas de Letra diferente, mas igualmente divertido e enriquecedor para todos nós.
O Presidente António Salvador foi a nova vítima dos mais curiosos, não deixou nada por responder e transmitiu uma mensagem de esperança para o futuro.
Pelo meio, contou algumas histórias e peripécias que sempre quisemos saber. A contratação de Alan, o presidente mais complicado de negociar e até assuntos na ordem do dia. Tudo o que não podes mesmo perder.

Quais os maiores desafios que esta pandemia trouxe à gestão do SC Braga?
“São momentos difíceis aqueles que atravessamos no país, na Europa e no Mundo. Uma fase que requer lideranças fortes. Felizmente o SC Braga tem uma grande estrutura, que lhe permite aguentar e ultrapassar este complicado desafio. Temos uma organização que nos vai permitir sair reforçados deste período”.

Plantel atual é para ficar, mesmo com esta quebras de receitas?
“Eu gostava de ter todo o plantel à nossa disposição. Infelizmente vamos perder um jogador que acho que vai marcar uma era, o Trincão. Acredito que todos os restantes jogadores estarão connosco na próxima época”.

Como se sente ao ver o crescimento que o SC Braga teve enquanto presidente do mesmo?
“Com satisfação e com orgulho. Acho que é um orgulho para todos os adeptos, para a cidade e para a região. O crescimento não é obra de uma pessoa, mas sim de um conjunto de pessoas. É tudo fruto de uma organização. É com grande satisfação que ouço, no país e no mundo, falarem do nosso crescimento”.

Que características são importantes para se ser um bom presidente?
“Um bom presidente tem que ter paixão e exigência. Paixão para que possamos fazer com que quem trabalhe connosco o faça com a mesma paixão. Só assim podem compreender aquilo pelo qual trabalhamos, que são os nossos adeptos. Exigência para que possamos, dia após dia, corrigir e melhorar aquilo que de menos bom fazemos”.

Quando inicia a 2.ª fase da Cidade Desportiva? Qual é a implicação financeira e temporal do Estádio Centenário?
“Todos sabem que um dos grandes projetos do SC Braga, e um sonho de todos os nós, era criar a Cidade Desportiva. Em breve vamos iniciar a segunda fase. Houve atrasos, derivados de alguma situações que já se encontram resolvidas. No próximo mês as obras irão arrancar. É um projeto do clube, financiado pelo mesmo, que vai encher de orgulho todos os adeptos. Como sabem, na segunda fase está contemplado um mini estádio que, adianto desde já, será construído num local distinto do inicialmente apresentado no projeto. Em breve anunciaremos o local, adiantando também que se chamará Estádio Centenário, em homenagem a todos aqueles que durante estes cem anos contribuíram para este clube”.

Qual o 11 de sonho do seu reinado como presidente?
“O onze de sonho tem que ter ganhadores. Podia falar de vários jogadores e equipas. Podia começar pela equipa de Jorge Jesus, que conquistou um troféu internacional como a Intertoto. Posso falar da conquista da Taça da Liga em 2013, da Taça de Portugal em 2016 ou da Taça da Liga deste ano. Houve muitos momentos. Como quando fomos vice-campeões e finalistas da UEFA Europa League. Era injusto estar a eleger um melhor onze”.

Bananeiro ou S. João?
“São dois eventos muito importantes para a cidade, com tradição. O S. João é a principal festa da nossa cidade. Pela minha infância e pela forma como cresci, o S. João é a festa da cidade”.

Com este problema pensa em desistir do clube ou pensa continuar contra tudo e contra todos os problemas?
“Não sou de desistir. É nos momentos difíceis que temos que estar presentes. A palavra ‘desistir’ não existe para mim. Vou lutar ainda com mais força, juntamente com a minha equipa, os nossos colaboradores e os nossos adeptos. Estou certo que vamos sair todos mais fortes deste momento difícil”.

Presidente, pode explicar melhor o negócio do Rúben e garantir aos sócios que não haverá perdão de juros?
“O negócio do Rúben é simples. O Sporting CP mostrou-se interessado e nós sempre transmitimos que não estávamos interessados em perdê-lo. Vinha a fazer um campeonato fantástico e soube tirar o melhor da grande qualidade dos nossos jogadores. Transmiti ao Sporting CP que só sairia pela cláusula e o Rúben mostrou-se recetivo a aceitar o convite. Todos me conhecem e sabem o quanto defendo este clube. Os contratos são para cumprir e é isso que farei sempre, defendendo o nosso clube”.

Qual é o presidente com o qual é mais difícil negociar?
“Os presidentes são todos difíceis porque é essa a sua missão: defender os interesses do seu clube. Mas também acho que eles sabem que é muito difícil negociar com o António Salvador”.

O que é que o Braga tem feito para chamar a si os brasileiros que vivem na cidade e amam o futebol?
“Temos uma grande comunidade de brasileiros na nossa cidade. Vocês sabem que o nosso diretor de relações internacionais é brasileiro. Tenho tido algumas reuniões com os responsáveis da comunidade brasileira e temos tentado aproximar os brasileiros que gostam de futebol ao nosso clube. Tenho visto comentários nas redes sociais de muitos brasileiros que vão ao nosso estádio. Mesmo sabendo da paixão que têm pelos clubes no Brasil, acreditamos que começam a viver de forma intensa o SC Braga. É um trabalho que está a ser desenvolvido. O nosso clube é aberto a todos”.

Como é a sua relação com o Vukcevic?
“O Vukcevic é um jogador excepcional. Quando cá chegou pouca gente dava por ele. Tem uma qualidade tremenda. Ele é mais um dos muitos que passaram por cá e que, estando noutras paragens, falam com saudade do nosso clube. Aqui criamos uma relação de amizade com todos. Somos e queremos ser uma família. Os jogadores sentem isso, o carinho e ajuda que lhes damos em todos os momentos. Falo com vários jogadores que passaram por cá frequentemente e isso é gratificante”.

Quando iremos avançar com o nosso estádio à nossa medida, pois só assim poderemos de uma vez por todas aumentar a nossa média de espectadores?
“Nós já demos um grande passo com a Cidade Desportiva. É o projeto do século, que vai fazer com que o nosso clube tenha uma pujança enorme no futuro. Já a tem. Quanto ao estádio nunca podemos dizer que o amanhã é impossível. Temos que dar um passo de cada vez. Gosto sempre de acreditar que é possível, mas agora estamos focados em concluir a segunda fase. Quem sabe se no futuro seremos brindamos com este presente de que fala”.

O plantel da próxima época terá muitos mais jogadores da formação do que este ano?
“É um facto. O nosso plantel, cada vez mais, vai ter jogadores da nossa formação. Temos uma formação excepcional e muito se deve às condições de trabalho que criámos. Temos muito talento e nos próximos tempos vai-nos dar mais soluções de qualidade. Queremos no nosso plantel um núcleo de jogadores forte que sustente todos os jovens que possam subir da formação. Este é o futuro e hoje sentimo-nos orgulhosos por vermos os jogadores que temos na formação, por termos cada vez mais jovens nas seleções e por termos cada vez mais talentos a aparecer”.

Qual o jogo que mais o marcou?
“Não diria um jogo, mas sim cinco. As três conquistas das três taças. Um outro jogo que, embora não tenha sido uma conquista, foi muito importante na nossa história. A meia-final da UEFA Europa League, onde vencemos o SL Benfica com um golo do Custódio, o nosso atual treinador, e que nos levou à final de Dublin. Depois há o jogo em Sevilha, pela forma como decorreu o jogo, pelos golos… pelos milhares e milhares de adeptos que tínhamos a apoiar-nos. E por, claro está, nos ter dado o acesso à UEFA Champions League”.

Qual foi a maior desilusão que apanhou enquanto presidente?
“A final da Taça de Portugal contra o Sporting CP em 2015. Estar a vencer 2-0 a oito minutos do fim. Empatarmos, irmos a prolongamento e ir a penáltis… e perder. Passei o prolongamento completamente gelado. Sem reação. Foi um choque muito grande e uma desilusão total”.

Presidente, qual vai ser a compensação dos sócios com lugar anual já pago?
“Os sócios têm estado sempre connosco ao longo dos anos. Fazem parte de nós e sei que dizem presente em todos os momentos. Sabemos como vamos compensá-los, por tudo aquilo que fazem por nós. Sabemos agradecer a quem nos acompanha”.

Negócios com clubes da dimensão do FC Barcelona serão para manter?
“É gratificante para um clube como o nosso fazer negócios com o FC Barcelona. Este é o caminho que traçámos e não aparece por acaso. É uma década de planeamento. Começamos com a criação de sustentabilidade financeira e desportiva permanente. Depois com a criação de infraestruturas como a Cidade Desportiva, para que no futuro possamos fazer negócios com clubes com a dimensão do FC Barcelona. Os clubes começam a conhecer aquilo que fazemos. Estou certo que a venda do Trincão nos vai abrir portas no futuro. O nosso caminho é formar, potenciar, fazer sentir o amor pelo nosso clube e, como todos os clubes do mundo, vender. Não podemos sobreviver se não o fizermos”.

Qual foi o momento mais difícil na direção do clube?
“Foram dois. O primeiro ano quando cá cheguei. Cheguei com espírito de missão e nunca me passou pela cabeça ser presidente. Na altura pediram-me e eu acedi. O clube estava um caos em termos desportivos e financeiros. Completamente perdido. Foi uma fase muito difícil, que exigiu um trabalho árduo. O segundo momento é o atual, não há que esconder. Por toda a conjuntura nacional e mundial. É um momento que exige união, força e uma organização enorme. Só assim ultrapassaremos este momento difícil”.

Pensa continuar a investir na equipa feminina?
“A equipa feminina é um projeto de sucesso. Somos os atuais campeões. É um projeto sustentado, que vai passar muito pela formação. Estamos a apostar nisso. A nossa equipa, no futuro, será composta por jogadoras da formação”.

Qual o critério de escolha de orçamentos nas modalidades? Porque é que o Futebol Feminino e Futebol de Praia têm um orçamento muito superior a outras modalidades?
“Orgulhamo-nos de todas as modalidades que temos. Todas elas têm somado muitas conquistas. Como em tudo na vida e como em todos os clubes, há modalidades que são mais aposta que outras. As conquistas de cada uma delas tem demonstrado que o critério tem sido o mais correcto. Somos Bicampeões do Mundo, Tricampeões da Europa, Tricampões Nacionais, vencedores da Taça de Portugal, número um do ranking mundial… Seja em que modalidade for, ser número um do mundo é um grande feito que nos deve deixar orgulhosos. Temos que fazer escolhas porque nem todas as modalidades são profissionais… Nem podem ser”.

Houve alguma contratação que lhe tenha dado um gozo especial?
“Houve uma que me deu um gozo especial, pela forma como aconteceu. Foi na época do Jorge Jesus. A contratação do Alan. Primeiro porque fez temporadas brilhantes, depois porque no anterior estava no Vitória SC. Na altura havia um diferendo entre a direção do Vitória SC, que queria que o Alan continuasse, e o FC Porto. O meu amigo Pinto da Costa ligou-me a expor a situação, dizendo que não estava disponível para emprestar novamente o Alan ao Vitória SC. Pediu-me para ficar com ele. Eu e o Jorge Jesus começamos a planear bastante cedo a equipa e já tínhamos a equipa definida. O mister torceu um pouco o nariz quando lhe coloquei esta hipótese. Esperamos até quase ao início do campeonato para ele aceitar. Pinto da Costa voltou a ligar-me a perguntar “Presidente, como é com o Alan? Preciso de decidir. Não perca esta oportunidade”. Disse-lhe que estava a falar com o meu treinador e pedi-lhe tempo para o fazer ver a importância que o Alan poderia ter. Voltei a receber uma chamada de Pinto da Costa e, estando com Jorge Jesus, passei-lhe o telefone. Eles conversaram os dois e ficou resolvida a situação. O Alan veio e foi um jogador que marcou uma era. Como jogador e como homem. Esteve quase para não vir”.

Vinho ou cerveja? Peixe ou carne?
“Eu sou mais de água, se possível Luso. Por sinal é um dos nossos patrocinadores, temos que ajudá-los e dar-lhes visibilidade. Entre vinho e cerveja prefiro vinho, mas normalmente fico-me pela água”.

Mossoró estará na época 2020/2021?
“O Mossoró foi um grande jogador que por cá passou. Ama o nosso clube e a nossa cidade. Tenho que ser realista. Não vai fazer parte do plantel, pela idade que tem e pela identidade que queremos criar no futuro”.

Há a possibilidade de comprar o Palhinha?
“Está cá emprestado pelo Sporting CP. Neste momento não sei responder. Vamos ver o que o futuro nos traz”.

Tem estudado ideias para tornar o estádio mais acessível, cómodo e chamar lá mais gente?
“O nosso estádio é um problema complicado, por muito que o queiramos tornar mais cómodo. Não é fácil, porque o estádio não é nosso, não podemos alterá-lo como pretendemos. O estádio é da câmara e o arquitecto tem uma patente que faz com que seja difícil fazer alterações. É uma guerra que temos há algum tempo. Estamos a trabalhar com as autoridades para que seja possível alterar o regulamento de segurança do estádio. Assim poderemos abrir a alameda e ter uma fanzone com bares para que os nossos adeptos possam conviver antes dos jogos. Queremos fazer mais mas não conseguimos. Custa-me não termos o estádio direccionado para as pessoas que amam o nosso clube. É algo que me dói na alma”.

O que sente o presidente pelo projeto do Futebol de Praia estar a dar certo durante tanto tempo?
“É uma grande satisfação. O futebol de praia é número um do ranking mundial. Tem ganho tudo o que há para ganhar. É uma modalidade sustentada que projeta o nome do nosso clube pelo Mundo fora”.

Sr. Presidente, pretende continuar com a política de disponibilizar apenas os 5% (de direito) aos adeptos de FC Porto, SL Benfica e Sporting CP?
“Está decidido. Sempre que havia jogos grandes havia problemas de segurança. Contra FC Porto, SL Benfica, Sporting CP e Vitória SC, só disponibilizaremos os 5 por cento. É para manter”.

Qual é a espinha “mais atravessada”: final da Taça 2015 ou Campeonato de 2009-2010?
“São as duas. A Taça de Portugal pela forma como perdemos e o campeonato porque fizemos um campeonato fantástico. Não fomos campeões mas merecíamos. Foi o ano da invenção dos túneis. No jogo contra o SL Benfica ficamos sem o nosso capitão Vandinho. Foi uma injustiça aquilo que nos fizeram. Por ironia do destino, na segunda volta a dez jornadas do fim, precisamente contra o SL Benfica, perdemos o Mossoró com uma lesão grave. Perdemos ‘só’ dois dos jogadores mais importantes. Acredito que com eles teríamos sido campeões nesse ano”.

Las declaraciones de António Salvador son este domingo cabecera de primera página del diario Correio do Minho