Portugal se plantea -con las debidas cautelas- los pasos a dar de primeros de mayo en adelante...

Portugal sigue, con su especial estilo -y hasta el momento más bien válido- para conducirse en la crisis del coronavirus, dando pasos, sin pretender bajar la guardia. Conscientes de que el país no puede detenerse, por el caos absoluto económico que sobrevendría, Portugal trata de dar pasos que -aunque siempre con riesgos- puedan ser dados en favor de que el país no acabe exhausto. A primeros de mayo se instaurará una normalidad muy condicionada, pero la normalidad posible, advierte el Gobierno de Antonio Costa. Hay medidas que están decididas ya, mientras se valora en qué regimen especial conducirse en el mes de mayo adelante : se habla de promulgar un "estado de calamidad pública" para que el propio Gobierno tenga en su mano poder imponer ciertas normas y obligar a su cumplimiento, en aras de que no haya rebrotes importantes del Covid-19.

Os estudantes do 11.º e 12.º anos voltam às aulas presenciais a 18 de maio e as creches reabrem a 1 de junho. O pequeno comércio local abre a 4 de maio e o grande reabre a 1 de junho.
A retoma gradual da "normalidade" vai assentar neste calendário, segundo adianta o "Público" e confirmou o JN, cujas datas são passíveis de serem alteradas conforme a evolução da pandemia da Covid-19 em Portugal e poderão ser reavaliadas de 15 em 15 dias, como já tinha adiantado pelo primeiro-ministro, esta sexta-feira.

A retoma das aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos, com disciplinas sujeitas a exame nacional, vai acontecer com medidas de contingência, nomeadamente o uso de material de proteção e normas de distanciamento social. "Até decisão expressa em contrário das autoridades de saúde, alunos, professores e trabalhadores não docentes utilizarão máscara de proteção no interior da escola, que será disponibilizada pelo Ministério da Educação", tinha avisado Costa a 9 de abril.
No debate do terceiro estado de emergência, o primeiro-ministro tinha demonstrado vontade em reabrir as creches em maio, o que se prevê agora é que deverão voltar a abrir portas só em junho
"Devemos olhar para o pequeno comércio de bairro, que junta menos gente e que melhor responde à economia local", acrescentou Costa no mesmo dia. E ao que o JN apurou, parte dessa vontade de Costa vai-se cumprir, com o pequeno comércio a abrir a 4 de maio e o maior a 1 de junho.

Ainda por definir está também, terminado o estado de emergência nacional a 3 de maio, o decreto de um possível estado de calamidade pública a partir deste dia. Fonte do Governo confirmou na sexta-feira à agência Lusa que vários "cenários" estão a ser estudados. "Até ao Conselho de Ministros da próxima quinta-feira consideraremos várias hipóteses", disse a mesma fonte.
António Costa vai estar reunido esta terça-feira, 28 de abril, com epidemiologistas e cientistas, na sede do Infarmed, em Lisboa, como tem sido habitual desde o início da crise sanitária. No mesmo encontro, estarão altas figuras do Estado, como Ferro Rodrigues e Marcelo Rebelo de Sousa, assim como os representantes dos partidos.

In "Jornal de Notícias"