25.04.2020. "25 de abril, sempre!" mas... o coronavírus é quem mais ordena

"... Foi para isto que se fez o 25 de Abril: para te libertar de uma ditadura, sim, mas acima de tudo, para te libertar de tudo e de todos os que não te deixam procurar aquilo que livremente desejas". (Diputado Cotrim Figueiredo, de Iniciativa Liberal, este 25 de abril de 2020, en el acto conmemorativo celebrado en la Asamblea de la República Portuguesa)
25 de abril. Cada año, al llegar esa fecha, se piensa en... Portugal.
Unos pensamos en Portugal más veces, en más ocasiones, ciertamente. Pero, al menos, a la mayoría de los españoles, decirles "25 de abril" supone que lo identifiquen con Portugal, tal es la impronta, tal es el recuerdo que esa emblemática fecha les trae.
Este 25 de abril no es como otras veces en el país hermano. Es dentro de las casas, si acaso con las ventanas abiertas, para agitar en ellas la bandera, para cantar desde allí "Grándola, vila morena", para no olvidar que hoy es fiesta en Portugal, en razón a una fecha mágica, en la que el pueblo recuperó su libertad tras tantos años de dictadura.

Ya en lo oficial, este 25 de abril en Portugal, se celebró con un acto en la Asamblea de la República, a la que acudieron menos de un centenar de personas, con claras medidas de distanciamiento, precauciones... discursos sí, pero el himno nacional esta vez emitido desde un cd activado en un reproductor sonoro. Televisión en directo para todo el país y el Mundo vía Internet y satélite... y poco más. La porquería del coronavirus es quien manda... en Portugal, en España, en todas partes. De momento, al menos, así es.

El presidente Marcelo Rebelo de Sousa fue la figura estelar del acto parlamentario, en Lisboa, en este 25 de abril.
Marcelo admitiu que "nunca hesitou um segundo" em estar nesta cerimónia. O presidente da República diz que "o que seria verdadeiramente incompreensível e civicamente vergonhoso era haver todo um país de viver este tempo de sacrifício e de entrega, e a Assembleia da República demitir-se de exercer todos os seus poderes numa situação em que são mais do que nunca imprescindíveis"

"Num tempo de confinamento de tantos portugueses, como foi na Páscoa e é agora no Ramadão, não estamos perante um mau exemplo em estado de emergência no plano dos princípios, e no agravamento das diretivas sanitárias? Não. O estado de emergência significa o reforço extraordinário dos poderes do Governo. E porque vivemos em liberdade e democracia - e é com elas que queremos vencer estas crises –, quanto maiores são os poderes do Governo, maiores devem ser os poderes da Assembleia da República para os controlar", defendeu.

"Esta sessão é exemplo" do cumprimento das regras sanitárias, aponta. Para o chefe de Estado, num momento de crise e de confinamento social, "o que seria profundamente incompreensível e civicamente vergonhoso era haver todo um país a viver em pleno sacrifício e entrega, e a Assembleia da República demitir-se de exercer todos os seus poderes", explicó 
Nuno Miguel Ropio, recogiendo las palabras del presidente, en su crónica, a los lectores del Jornal de Notícias.

Marcelo alude às críticas de quem considerou que "num tempo excecional" não faria sentido esta comemoração.
"É em tempos excecionais como este", diz, que estes eventos, que "constituem mais do que um costume ou um ritual", devem ser assinalados e anuncia, desde já, que datas importantes para o país - como o 10 de Junho - irão ser comemorados.
"A presente evocação não é uma festa de políticos alheia ao clima de privação vivido na sociedade portuguesa", avisa, frisando que "evocar o 25 de Abril é falar deste tempo" e em termos excepcionais é que mais importa.

Marcelo Rebelo de Sousa começou o seu discurso por assinalar que o Parlamento decidiu manter a cerimónia "neste período difícil". "Fê-lo perante nunca ter interrompido os trabalhos nos três estados de emergência", refere.
Por isso, o presidente da República Portuguesa assinala que os portugueses reconheçam que Belém respeita "a decisão" dos deputados em assinalar este dia, com as condições que foram criadas para tal. Marcelo refere que este é um "momento da vida do país em que exige convergência" e "união". 

Ofrecemos finalmente, a modo de celebración de este día tan señalado para los hermanos portugueses, una recopilación de elementos gráficos, que nos retrotraen en el tiempo a lo que cada año es y representa el 25 de abril. Son portadas de periódicos en aquel 25 de abril de 1974, algunas fotos de aquel día, carteles conmemorativos de la fecha (incluso el que estaba previsto para este 2020)...
2020 : o coronavirus é quem mais ordena... (hoy, en "Público)
Recuerdos de aquel día...

Cartel para las conmemoraciones de este 2020,
malogradas por el coronavirus dichoso...
Cartel de 1991
Cartel de las conmemoraciones del 2015
10 años de aquel 25 de abril de 1974
Horas después, A Capital, un diario vespertino, salía así a la calle,
a las doce horas, antes de lo habitual...
"República" lo anunció así...
El periódico "O Primeiro de Janeiro", de Porto, lo llevó así a su portada.
Un día después del 25 de abril, Diario de Lisboa contaba lo que iba sucediéndose...
"O Século" contaba cómo Spínola accedía al poder...
La caída del Régimen en la portada del lisboeta "Diario de Notícias"
El portuense "Jornal de Notícias" dando cuenta de la novedad...
El general Spínola, al mando

25 de abril, sempre!

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