23 abr. 2018

Vázquez Mao, secretario general del Eixo Atlántico, acusa al Ministerio de Cultura portugués de no dar al Camino de Santiago la importancia que debería

REDACCIÓN / 23-4-18.
El empleado a sueldo de los Ayuntamientos gallegos y portugueses que integran el Eixo Atlántico del Noroeste Peninsular, ha formado uno de sus ya habituales alborotos en la prensa portuguesa, donde suele tener mayor crédito que en la gallega. De esta vez, Vázquez Mao ha logrado un titular bien expresivo :

"Portugal está a desperdiçar um tesouro cultural e económico"


Vázquez Mao
"Galiza e Norte pedem a Lisboa que valorize caminhos de Santiago. A três anos do próximo Jacobeu, presidente do Eixo Atlântico considera que Portugal está a desperdiçar um tesouro cultural e económico. Ministério da Cultura prepara legislação".
Es el diario Público quien este lunes titula así, sin duda a través de las informaciones y valoraciones aportadas por Vázquez Mao, el secretario-general del Eixo Atlántico, desde que en la época de Manolo Pèrez como alcalde de Vigo, en el organismo aterrizó.
Y esta es parte de la información que hoy publica el diario portugués antes citado :

"O secretário-geral do Eixo Atlântico, a associação de 38 municípios do Norte de Portugal e Galiza, acusa o Ministério da Cultura português de não dar a importância devida ao Caminho de Santiago e pede ao primeiro-ministro, António Costa, que tome as rédeas deste dossier, sob pena, alerta, de se desperdiçar a oportunidade do próximo Jacobeu, que se assinala em 2021, e para o qual a Galiza vai fazer um esforço de promoção mundial.
Depois de ter lido, na semana passada, declarações da vice-presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte (CCDRN) a admitir que em Portugal “há um problema de coordenação, de falta de um interlocutor” para a questão dos caminhos de Santiago”, Xoán Mao explica que o Eixo está há um ano à espera de uma resposta do Ministério da Cultura a um pedido de reunião sobre o tema, e acusa o actual titular da pasta, Luís Filipe Castro Mendes, de não se interessar por este “tesouro”.
Durante uma intervenção num encontro do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galicia-Norte de Portugal dedicado ao turismo, realizado em Matosinhos no início da semana passada, a vice-presidente da CCDRN assumiu que Portugal está atrasado. “Esta é uma área a que temos de dar prioridade e na região Norte estamos bastante sensibilizados para isto. Sabemos que há um problema de coordenação, da falta de um interlocutor, até, para chamar a si esta questão. Mas não podemos perder tempo, se queremos aproveitar este aumento de procura de turistas, e ter tudo pronto a tempo do Jacobeu, em 2021”, explicou, na altura Ester Silva.
Questionada pelo PÚBLICO, a vice da CCDRN explicou que, durante esse encontro, “as autoridades galegas informaram aguardar por uma interlocução portuguesa, ou seja, um feedback que indicasse que está a ser agilizada a regulamentação e a certificação dos Caminhos Portugueses de Santiago de Compostela, a exemplo do que aconteceu com o caminho francês. A CCDRN é um organismo desconcentrado da administração com delegação de poderes regionais, nos quais não se incluem as áreas mais relevantes para o efeito, turismo e cultura, que possuem instâncias territoriais próprias. Em todo o caso, a CCDRN não se eximirá de ser parte activa no referido processo, se assim vier a ser entendido útil pelas autoridades nacionais e regionais competentes”, acrescentou.
Já o Ministério da Cultura garante que “tem desenvolvido, em coordenação com o Ministério da Economia, através da Secretaria de Estado do Turismo, um amplo e significativo trabalho com o objectivo de responder à necessidade de uma política integrada e de âmbito nacional para os Caminhos de Santiago, assente numa proposta legislativa sobre a matéria”. Segundo o gabinete de Luís Filipe Castro Mendes, “esta necessidade tornou-se mais premente face à constatação, nomeadamente, da inexistência de instrumentos legais que permitam uma normalização ou harmonização das diversas iniciativas que envolvem os Caminhos de Santiago”.

Certificação a caminho
Numa resposta por email a questões relacionadas com as declarações da vice-presidente da CCDRN e as críticas do Eixo Atlântico, o Ministério da Cultura afirma este “diploma legal inclusivo” deverá responder “aos desideratos colocados pela diversidade de soluções e sobreposição de acções, quer as existentes, quer as que possam vir a ser desenvolvidas. Entre os objectivos principais, está, por exemplo, a certificação dos Caminhos de Santiago”, adianta, acrescentando que “nos últimos meses, o Ministério da Cultura, através da DGPC, e em conjunto com o Turismo de Portugal, tem realizado reuniões com as comissões de coordenação regional, as direcções regionais de cultura e as entidades regionais de turismo, para além da associação nacional de municípios, autarquias e representantes da Igreja Católica, num total de mais de duas dezenas de encontros."
Na resposta enviada também por email ao PÚBLICO, Ester Silva afirma que a CCDRN “congratula-se pelo facto da proposta de legislação que regulamentará e certificará os Caminhos Portugueses de Santiago de Compostela estar em elaboração e reitera a urgência da mesma, tendo presente a preparação do Jacobeu, que se assinala em 2021. Esta urgência advém, ainda, da existência de investimentos candidatos e outros já aprovados a programas financiados pelos fundos da União Europeia que promovem diferentes rotas portuguesas e que poderão ser mais potenciados se beneficiarem de um quadro legal orientador”.
Por outro lado, o secretário-geral do Eixo Atlântico mantém o tom crítico. Nas respostas enviadas ao PÚBLICO o Ministério da Cultura explica que o ministro “recebeu igualmente, em audiência, a associação Eixo Atlântico”, mas Xoán Mao nota que nesse primeiro encontro após a tomada de posse de Luís Filipe Castro Mendes ficou combinado que seria agendada uma reunião alargada sobre o tema, que envolveria inclusivamente a Junta da Galiza e a sociedade Xacobeo, que até agora não aconteceu. E questionado sobre o trabalho de elaboração de quadro legal para os Caminhos em Portugal, Mao pergunta por que razão o Eixo Atlântico não foi envolvido, ainda mais quando esta organização pagou, e ofereceu ao Estado português, estudos sobre a viabilidade da classificação deste bem cultural e turístico.
“O caminho português de Santiago não é o trajecto entre os gabinetes na Ajuda e em São Bento”, atira Mao considerando estranho que se prepare legislação sobre os caminhos sem consultar as câmaras por onde eles passam. E assinalando o contraste entre o actual ministro e o seu antecessor no cargo, João Soares — “que numa semana deu resposta ao nosso pedido de reunião”, frisa —, o secretário-geral do Eixo pede ao primeiro-ministro, António Costa, que assuma a importância deste dossier, e as rédeas do processo de valorização e certificação dos caminhos: investimentos essenciais para o seu reconhecimento pelos peregrinos e para a sua eventual classificação como Património da UNESCO.
O Eixo Atlântico já elaborou estudos sobre os traçados do caminho em Portugal (não se ficando, sequer, pelos territórios dos municípios que representa) e sobre a viabilidade de uma candidatura destes a Património Cultural da Humanidade. Neste último, a conclusão a que chegaram é que o caminho português (nas suas variantes da Costa, Central e do Interior), deveria ser integrado na classificação já atribuída ao Caminho Francês, em Espanha, seguindo aquilo que a UNESCO tem vindo a fazer com patrimónios comuns a espaços geográficos distintos.

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